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Pitanga, Pr, Brazil
Educação Formal Universitária: 2 Cursos (em áreas distintas); 2 Especializações; 1 Mestrado.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Só por curiosidade!

                                 Todo mundo que acessa muito a Internet conhece as múltiplas formas de spams, os célebres ppt (arquivos do PowerPoint), etc...Tem também muita coisa boa rodando a Web, algumas verídicas, outras nem tanto, outras ainda, feitas para enganar.
                                  Estou repassando o conteúdo de um e-mail recebido no final a semana, não pude comprovar todos os dados nele contidos e estão um tanto desatualizados; entretanto, mesmo havendo alguma cifra errada, certamente é por aí mesmo, ou bem aproximado disso. Coloquei mais por curiosidade, mas, também, para informação e sondar a capacidade de indignação dos internautas.

         Repassando!!!

            Veja abaixo quanto cada Estado recebe e repassa ao Governo Federal (via arrecadação de Impostos). Depois faça as contas e veja quem sustenta quem? É assustador...

O Brasil que trabalha...
Estado
Quanto paga ao governo federal
Quanto recebe do governo federal
Com o sinal de menos (-) ficou devendo: outros poucos, sobrando
Maranhão
1.886.861.994,84
9.831.790.540,24
-7.944.928.545,40
Bahia
9.830.083.697,06
17.275.802.516,78
-7.445.718.819,72
Pará
2.544.116.965,09
9.101.282.246,80
-6.557.165.281,71
Ceará
4.845.815.126,84
10.819.258.581,80
-5.973.443.454,96
Paraíba
1.353.784.216,43
5.993.161.190,25
-4.639.376.973,82
Piauí
843.698.017,31
5.346.494.154,99
-4.502.796.137,68
Alagoas
937.683.021,32
5.034.000.986,56
-4.096.317.965,24
Pernambuco
7.228.568.170,86
11.035.453.757,64
-3.806.885.586,78
Rio Grande do Norte
1.423.354.052,68
5.094.159.612,85
-3.670.805.560,17
Tocantins
482.297.969,89
3.687.285.166,85
-3.204.987.196,96
Sergipe
1.025.382.562,89
3.884.995.979,60
-2.859.613.416,71
Acre
244.750.128,94
2.656.845.240,92
-2.412.095.111,98
Amapá
225.847.873,82
2.061.977.040,18
-1.836.129.166,36
Rondônia
686.396.463,36
2.488.438.619,93
-1.802.042.156,57
Mato Grosso
2.080.530.300,55
3.864.040.162,26
-1.783.509.861,71
Roraima
200.919.261,72
1.822.752.349,69
-1.621.833.087,97
Mato Grosso do Sul
1.540.859.248,86
2.804.306.811,00
-1.263.447.562,14
Goiás
5.397.629.534,72
5.574.250.551,47
-176.621.016,75
Amazonas
6.283.046.181,11
3.918.321.477,20
2.364.724.703,91
Espírito Santo
8.054.204.123,90
3.639.995.935,80
4.414.208.188,10
Santa Catarina
13.479.633.690,29
5.239.089.364,89
8.240.544.325,40
Minas Gerais
26.555.017.384,87
17.075.765.819,42
9.479.251.565,45
Paraná
21.686.569.501,93
9.219.952.959,85
12.466.616.542,08
Rio Grande do Sul
21.978.881.644,52
9.199.070.108,62
12.779.811.535,90
Rio de Janeiro
101.964.282.067,55
16.005.043.354,79
85.959.238.712,76
São Paulo
204.151.379.293,05
22.737.265.406,96
181.414.113.886,09

Maranhão - O que recebe mais esmola, seguido da Bahia e do Pará.
São Paulo - O que dá mais esmola.
Agora você entendeu O porquê da popularidade do Governo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pois é: esse "é o cara"!

                      Infelizmente, descobri bem mais cedo que muita gente boa, quem "era o cara" real. Depois de ser filiado do PT- Partido dos Trabalhadores- por mais de 16 anos, à época do início do "mensalão" (início de 2005), depois da confirmação com um Deputado da Legenda que tudo era verdade, não era peça de ficção como pretendia mentir o "barbudo", fiz o que muitos fizeram (só os sérios e honestos, quero crer) em todo o Brasil: desfiliei-me. Logicamente, tiveram grande divulgação por este fato (a saída do PT), aqueles conhecidos nacionalmente. No entanto, se todos os filiados honestos deste Brasil tivessem tomado tal atitude, o partido não estaria continuando seu rol de barbaridades e roubos.
                     Hoje, o "Partido de vanguarda" tornou-se apenas um ridículo apêndice das vontades soberanas de um só dono: o Lula. Ainda virá muitas coisas a limpo: é só esperar para ver.
                     Passo adiante alguns comentários de meus blogueiros favoritos (que considero seríssimos) para a leitura dos que seguem este Blog na região e (quem sabe) "mundo afora"...
                          

Blog do Reinaldo Azevedo
01/08/2011
                 Neta de Lula quer ser atriz. E quem paga a conta somos nós! Ou: O nome da peça é “O Apedeuta Indomado”

                Luiz Inácio Lula da Silva é a expressão máxima da imoralidade e da falta de ética da política brasileira. O Apedeuta pôs a serviço do vício o que poderia haver, originalmente, de virtude em seu partido, nascido nos estertores da ditadura, propondo-se a mobilizar setores da sociedade que tinham ficado um tanto à margem da modernização do país empreendida pelo regime militar. Essa história — e muita mistificação que a ela se agregou — conferiu ao petismo certa aura antiestablishment, que, de modo injustificado, persiste.

                Embora o PT seja hoje a legenda de estimação do setor financeiro, de alguns potentados da indústria e das oligarquias, reivindica a condição de “partido das massas”. O fato de dominar boa parte dos sindicatos do setor privado e do setor público, que são manobrados de acordo com seus interesses, com características às vezes mafiosas, lhe confere ainda o estatuto de partido de… trabalhadores. Ocorre, meus caros, que não há malefício que PR, PMDB ou PP possam fazer aos cofres públicos que o PT não faça com muito mais destreza — e impunidade garantida. E Lula é o chefe inconteste dessa política nefasta; ele próprio e sua família são beneficiários da falta de escrúpulos.

               A Folha noticiou neste domingo que a Oi decidiu investir R$ 300 mil na produção da peça “A Megera Domada”, de Shakespeare, que tem no elenco Bia Lula, filha de Lurian. A Oi é uma concessionária de serviço público da qual, na prática, o BNDES é sócio. O patrocínio se dará por intermédio da Lei Rouanet, e isso significa, então, que o dinheiro que vai financiar a peça da neta do Babalorixá de Banânia sai da renúncia fiscal. Nós todos pagaremos para que a neta de Lula realize o seu sonho.

                Não é de hoje que a Oi é amiga da família Lula. Quando ainda se chamava Telemar, injetou R$ 5 milhões na Gamecorp, a empresa de Fábio Luiz da Silva, o famoso Lulinha. Quando o pai chegou à Presidência da República, o rapaz era monitor de jardim zoológico. Dois anos depois, era um próspero empresário. Ainda hoje, a Oi é a única grande cliente da empresa de Lulinha. Ao comentar o desempenho do rebento, Lula afirmou que seu filho era, assim, um “Ronaldinho dos negócios”. Agora vemos nascer a “Ronaldinha” dos palcos. Se alguém tinha alguma dúvida sobre a, digamos, qualidade técnica da gestão de Ana de Hollanda no Ministério da Cultura, a resposta está dada. Deveriam estar todos num picadeiro.

                A Oi, protagonista de um momento notável do jeito petista de governar, nem precisava recorrer à Lei Rouanet para prestar esse favor a Lula. Vocês devem se lembrar. A empresa comprou a Brasil Telecom, que era de Daniel Dantas. A legislação vigente no Brasil proibia a aquisição. Lula, então presidente da República, FEZ APROVAR UMA LEI COM O FITO EXCLUSIVO DE LEGALIZAR A OPERAÇÃO. Não só isso: antes mesmo que houvesse a sustentação jurídica para a operação, o BNDES se propôs a financiá-la. Ou seja: um banco público se comprometeu a dar apoio a uma operação que, àquela altura, ainda era ilegal.

                  O episódio levou-me a escrever neste blog que, nas democracias convencionais, os negócios são feitos de acordo com a lei; NO BRASIL PETISTA, AS LEIS SÃO FEITAS DE ACORDO COM OS NEGÓCIOS. Em 2010, o governo liberou o mercado de TV a cabo para as teles e incluiu um dígito nos celulares de São Paulo com o objetivo de aumentar os números disponíveis para venda, o que facilitou a entrada da Oi nesses mercados.

                   Nem aí
                O Lula que permite que a família se entregue a tais desfrutes é aquele mesmo que está hoje empenhadíssimo em pôr um ponto final nisto que se convencionou chamar “faxina” no governo. Seu operador ativo é Gilberto Carvalho, que ontem (vejam abaixo) negou que a presidente Dilma Rousseff esteja sendo pautada pela imprensa.

                É evidente que Dilma não tem como alegar ignorância, não é?Afinal, era ou não era a gerentona? Não se beneficiou ela própria do “modelo”? A resposta, obviamente, é “sim”. Mas é também inegável que ela está fazendo demissões que ele não faria, não porque seja necessariamente mais moral do que seu mentor e chefe político, mas porque é uma figura política mais fraca, com uma carapaça muito menos resistente. As ações moralizadoras a fortalecem. Lula, no entanto, teme que a sua arquitetura de poder seja abalada. E em que ela consiste? Tudo bem que roubem; o importante é ser fiel e sustentar a hegemonia petista.

             O nome da peça é “O Apedeuta Indomado”.

                Mas, tem mais...
 
Por Reinaldo Azevedo                          
03/08/2011 às 5:23



       Os novos aristocratas 2 - Filho de Lula investe em futebol americano

Por Tatiana Farah, no Globo:

                   Filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luis Claudio, o Lulinha, abriu uma empresa para captação de patrocínio esportivo. Ex-preparador físico do Corinthians, o filho de Lula vai investir em futebol americano. A Touchdown Promoção de Eventos Esportivos Ltda foi constituída na Junta Comercial de São Paulo, sexta-feira, com capital simbólico de R$ 1 mil, mas opera desde 27 de junho e está por trás da terceira edição do Torneio Touchdown, que reúne 16 times do país.
                   Para entrar no ramo, Lulinha, de 26 anos, associou-se ao locutor e especialista em futebol americano André José Adler, que foi o criador do torneio. Adler tem apenas 10% da Touchdown. Quem detém os outros 90% é a LFT Marketing Esportivo Ltda, empresa que Lulinha abriu em março com dois amigos, Fabio Tsukamoto e Otavio Portugal. Fabio e Otavio têm 10% cada, e Lulinha, 80%.
                 Adler contou ao GLOBO que há dois meses foi procurado por Lulinha, via Twitter.”Luis Claudio me disse que estava apaixonado pelo futebol americano e que queria entrar para o esporte no Brasil. Só em certo ponto ele me contou ser filho do Lula”, disse Adler, acrescentando que “ainda” não é possível ganhar dinheiro com a modalidade:”Não temos patrocínio, a não ser a empresa que dá as camisas dos árbitros. Por enquanto, não dá para ganhar dinheiro, mas estamos no começo.”
                     Indagado sobre futuros patrocinadores, Adler disse que as estatais estão fora de questão:”Não sei com quem ele está conversando, mas não vai ser nenhuma estatal.” Com capital registrado de R$ 100 mil, a LFT e a Touchdown ocupam o mesmo endereço: o conjunto 171 de um sofisticado prédio de escritórios, no bairro de Itaim Bibi. O GLOBO procurou Lulinha nesta terça-feira no endereço, mas a recepcionista informou que ele não estava. Ele também não atendeu aos chamados no celular.
                     Os filhos do ex-presidente Lula têm diversificado os negócios, e o mais bem-sucedido é Fabio Luis Lula da Silva, de 36 anos. Uma de suas empresas, a Gamecorp S.A., recebeu aporte de R$ 5 milhões da antiga Telemar (atual Oi).
                     A Gamecorp foi aberta com um capital inicial de R$ 10 mil, em 2004, por Fabio Luis e os filhos do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar, petista histórico e um dos melhores amigos de Lula. Em 2005, a Telemar investiu R$ 5 milhões, ampliando o capital da empresa, que apresentava balanço negativo.
                    Esta semana, reportagem da “Folha de S. Paulo” informou que a Oi é patrocinadora de uma peça de teatro que tem Bia Lula da Silva, neta do ex-presidente, no elenco. A empresa teria investido R$ 300 mil no espetáculo, bancando metade da produção. Bia Lula, de 16 anos, é filha de Lurian Lula da Silva.

Por Reinaldo Azevedo       



                    Vai também, na sequência, comentários do Blog do Augusto Nunes
(em 01/08/2011).
Nas contas dos ladrões federais, 1 milhão de dólares já parece dinheiro de troco

                    Nos anos 80, a capa dos sonhos de todo os diretores e editores de VEJA seria magnificamente singela. Para o resumo da ópera, bastaria uma pilha de cédulas verdes com o rosto de Benjamin Franklin sublinhando a chamada feita de cinco palavras e um algarismo:
                   "COMO GANHAR 1 MILHÃO DE DÓLARES"

                  Valorizada por acrobacias gráficas ou manuscrita por Lula com uma Bic, a chamada para a reportagem de capa pareceria igualmente irresistível até aos olhos dos bebês de colo e dos napoleões-de-hospício. Nas bancas ou nas portas dos assinantes, cada exemplar seria disputado a socos e pontapés por gente disposta a tudo para conhecer a fórmula que ensinava a ficar milionário ─ em moeda americana ─ sem precisar assaltar um banco, dar um golpe na praça ou ganhar na loteria.
                   Passados menos de 30 anos, essa capa talvez fizesse menos estardalhaço que um comício do PCdoB. No Brasil deste começo de século, conseguir 1 milhão de dólares parece menos complicado que subir o Corcovado de trenzinho. Nada a ver com a crise econômica dos Estados Unidos, nem com o risco de calote, muito menos com a enganosa musculatura do real. O que transformou essa quantia em dinheiro de troco foi o tsunami de bandalheiras que devasta o Brasil.
                  As cifras astronômicas movimentadas pelas quadrilhas especializadas no assalto aos cofres públicos informam que juntar 1 milhão de dólares é coisa de gatuno aprendiz. Ladrão federal que se preza fatura mais que isso com qualquer negociata de baixo calibre. As organizações criminosas da classe executiva não se contentam com pouco. Cresceram em tamanho, sofisticação, safadeza e atrevimento. As contas agora são feitas em bilhões.
                   Os bandos envolvidos na roubalheira incomparável agrupam ministros de Estado e funcionários do segundo escalão, figurões de estatais e “laranjas” obscuros, jornalistas iniciantes ou em fim de carreira, donos de partidos, senadores e prefeitos, deputados e vereadores, empresas portentosas e consultorias de fachada. Mobilizam, além dos chefes, as mulheres, os filhos, parentes próximos ou distantes, amigos ou agregados. Há centenas, milhares de larápios em ação. Há bilhões de sobra à espera dos delinquentes.
                       Na edição da semana passada, VEJA divulgou os espantosos resultados da maior auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União no sistema de compras do governo federal. Depois de esquadrinhar 142.000 contratos celebrados na Era Lula, envolvendo gastos superiores a R$ 100 bilhões, o TCU encontrou mais de 80 mil irregularidades. As somas surrupiadas ultrapassam R$ 10 bilhões. Tudo é superlativo no Brasil Maravilha registrado no cartório. Sobretudo a ladroagem institucionalizada, adverte o conjunto de informações perturbadoras divulgadas neste fim de semana.
                        As obras em andamento sob a supervisão do Dnit, segundo o Estadão, sofreram acréscimos de preços que chegam a R$ 2,2 bilhões. Demitido pelas patifarias que andou cometendo no Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Oscar Jucá, irmão do líder do governo no Senado, garantiu a VEJA que os casos de corrupção na sigla envolvem o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. A revista IstoÉ revelou que em 2010, em troca de doações ao PP, três grandes empreiteiras embolsaram R$ 2,7 bilhões liberados ilegalmente pelo Ministério das Cidades.
                     A Folha conferiu tonalidades ainda mais escuras ao aluvião de más notícias com a descoberta de que a Procuradoria-Geral da Justiça Militar investiga a participação de generais do Exército em convênios fraudulentos celebrados com o Departamento de Infraestrutura de Transportes. O Dnit, de novo, agora ameaçando arrastar para o pântano oficiais de alta patente. Decididamente, as coisas foram longe demais.
                     Cadê a indignação dos brasileiros que pagam todas as contas e bancam todos os prejuízos?, perguntou na semana passada a Carta ao Leitor. “Só a mobilização forte e permanente da sociedade”, alertou o editorial de VEJA, “obrigará a Justiça e os políticos a tomar medidas sumárias para limpar a administração pública dos ladrões, colocá-los na cadeia ─ sim, na cadeia ─ e fazê-los devolver as quantias roubadas ao Erário”. A entrada do Exército no noticiário político-policial era o sinal vermelho que faltava. Ou o Brasil reencontra a capacidade de indignar-se ─ e reage imediatamente ─ ou nunca passará de um arremedo de nação.                                 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A força da Internet.

                       É opinião unânime dos especialistas que, cada vez mais, cresce a importância da Internet em todos os setores que dependam da comunicação. Não poderia ser diferente com esta magnífica ferramenta (pela simplicidade de uso, gratuidade, rapidez, e etc...) que é o BLOG, e, em especial, para as futuras disputas eleitorais.
                        Imagina-se que, em 2012- para as eleições municipais, a Rede (se bem usada...) será fator decisivo nestas disputas, contribuindo para o esclarecimento do eleitorado, aumentando o conhecimento de "quem é quem" nas eleições, quais as propostas dos Partidos e candidatos. Não tenho a menor dúvida que aí os Blogs se tornarão as principais ferramentas, principalmente pela possibilidade de interação imediata com os leitores e/ou eleitores.
                          O Brasil vive um momento único de tomada de consciência: o nível de corrupção e desmando, como diria o seu principal chefe: "nuncaantes na históriadeste país" se viu tanto descalabro e desfaçatez, até mesmo com o que pensa a opinião pública sobre a roubalheira. Estão "pouco se lixando...", puxados, é claro, pelo altíssimo grau de impunidade, coadjuvante deste triste quadro em que vivemos.
                          Cabe a todos nós, com muitos ou poucos leitores, contribuir para o aumento do Grau de Cidadania dos brasileiros, agilizando as notícias, buscando ouvir eleitores e candidatos, checando seus programas, elucidando as dúvidas. De minha parte, já mais próximo do final do ano, iniciarei uma coluna neste Blog tratando dos assuntos políticos da região. Aguardem.
                      

sábado, 23 de julho de 2011

O animador de auditório.

                                 Observem estas duas fotos:





                        Seria legal se não fossem de quem são. 02 fotos de um ex-presidente de um país, no caso, o Brasil, recebendo, em duas circunstâncias distintas, a honraria e o título de "Doutor Honoris Causa" de Universidades, uma do exterior e outra de seu próprio País. Só que, em meu entendimento, Lula não merece estes prêmios: seriam eles concedidos a quem, "por motivo de honra", fizessem por merecer e dignificassem as instituições educacionais que o concedem. E ele, não por ser um "apedeuta" apenas, mas por, em todo seu período de "império", desdenhar e fazer pouco do estudo e da formação escolar- em um país em que  todos os jovens necessitam de mais estudo formal, cada vez mais, fez mais foi incentivar o abandono escolar e todas suas consequências.
                        Falando dele, de novo, continua seu périplo em viagens quase sempre custeadas pelos ricaços de quem tanto fala mal (só para engambelar o povo...), ou, às custas de dinheiro público, quando o gasto é feito pelos comparsas do Partido, como agora na ida à Bahia, com a desculpa de visitar a "amiga" dona Canô, a mãe de Caetano e Betânia e aproveitando, no helicóptero do governo estadual "inaugurar em nome da Dilma", obras em andamento. Ele não está conseguindo "desencarnar" do governo, como prometera, e nem se esquecer do microfone, para continuar inventando e falando as barbaridades que já ninguém aguenta mais ouvir. Por último, agora, atacou até o preceito bíblico de que "o Reino dos Céus é, preferencialmente, dos pobres", e dá-lhe besteira em cima de besteira.
                        Tenho a impressão que o temor real dele é que sua "criatura", a Presidente Dilma, promova um desmonte da herança maldita que recebeu, pondo fim ao loteamento de cargos aos partidos "amigos ($$$...)", e à consequente diminuição, ao menos, da roubalheira instalada no País.
                        Quanto mais isso continuar acontecendo, mais subirá o conceito da Presidente junto às pessoas de bem e honestas deste Brasil.

domingo, 17 de julho de 2011

O uso do cachimbo entorta a boca!

                           Um ditado popular bem antigo diz que o uso do cachimbo entorta a boca. É o que parece ter acontecido com o animador de platéia, o ex-Lula. Como se acostumou a vomitar desaforos para todo mundo que ele cria e imagina ser contra seu(s) governo(s), no tal Congresso da UNE (de triste memória...- agora nada mais que um bando de pelegos a soldo), voltou a abocanhar o microfone para tornar com os destempérios .de praxe.
                          Esses, que  ele denominava de "a imprensa, azelite, os poderoso, e aí por diante", hoje fazem parte muito próxima do seu mundo e que, se derem chance, ele não tem o menor pejo em usar. Aconteceu em Goiânia: após a sua fala, pediu para o Senador Sandro Mabel (do mesmo PR, dos escândalos) que lhe emprestasse o avião particular para não se atrasar em um outro compromisso...
                   Por falar em PR, voltam a pipocar mais escândalos com o "novo" Ministro nomeado pela presidente. E, de nada adianta trocas superficiais e de pessoas, com a manutenção do sistema de loteamento de cargos: continuarão acontecendo, enlameando cada vez mais o governo. Só para lembrar da proximidade do PR com o Lula e Dilma, acesse  no endereço abaixo, um vídeo de 2010 do ex-Ministro Nascimento com a dupla acima- vale a pena ver... Esse vídeo, do blogueiro Memória Implicante, estava no Youtube mas foi retirado: postei, então no Dropbox- pode ser baixado também...
http://dl.dropbox.com/u/25177629/Memoria%20Implicante%20ascenso%20e%20queda%20de%20Alfredo%20Nascimento.avi
                        E por aí vai o nosso pobre Brasil.
                        Vejam uma postagem do Blog do Augusto Nunes e outra do Blog do Josias de Souza

A maquinista sem juízo precisa descer imediatamente da locomotiva imaginária e tentar assumir a chefia do governo
                              No começo de 2008, quando apitou pela primeira vez numa das curvas especialmente sinuosas do PAC, o trem-bala custaria R$ 20 bilhões, seria licitado em 2009 e começaria a circular em 2014. Em julho de 2010, o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff avisaram que o preço havia subido para R$ 33 bilhões e a inauguração fora transferida para 2016. Foi assim que o trem-bala brasileiro se transformou no primeiro da história que, ainda na fase do edital, ficou 50% mais caro e dois anos mais demorado.
                             Vai custar muito mais tempo e muito mais dinheiro, informou nesta segunda-feira o fiasco do terceiro leilão promovido para atrair interessados na construção do colosso. Não apareceu nenhum. Talvez apareça algum se o governo decidir desperdiçar mais R$ 20 bilhões na aventura. Nos cálculos das empresas sondadas pelo Planalto, a gastança não sai por menos de R$ 53 bilhões.
                              Em vez de aproveitar a chance para frear a locomotiva condenada ao descarrilamento, Dilma prometeu um quarto leilão até o fim do ano. O Brasil Maravilha não pode parar. Embora não exista sequer em estado embrionário, o filho que provavelmente nem nascerá já tem, desde 5 de maio, mãe, berço, babás e tutores. Estão todos acampados na Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A., a ETAV, subordinada ao Ministério dos Transportes e, portanto, incorporada aos domínios do PR e seus quadrilheiros.
                         Concebida para cuidar exclusivamente do trem-fantasma, a sigla não tem nada palpável a administrar. Não se conhece o traçado da linha, as estações não foram sequer desenhadas, não se escolheu o fabricante dos trilhos. Por falta do que fazer, os diretores da empresa planejam a instalação de escritórios no Rio e Campinas, além de leilões mais atraentes. Ainda sem data, o próximo pretende oferecer aos participantes a exploração de áreas que serão desapropriadas. Onde ficam? Que tamanho têm? Servirão para quê? Isso ninguém sabe.
                         Num post publicado em 27 de julho do ano passado e reproduzido na seção Vale Reprise, Lula explicou por que a maluquice é uma das urgências nacionais. “Vai ter gente que não vai gostar porque estamos gastando dinheiro no trem-bala”, berrou. “Essa gente quer fazer um trem lesma, mas nós queremos logo o bicho mais ligeiro. O pessoal viaja para China e lá o trem é maravilhoso, mas aqui no Brasil é aquele toc-toc pendurado. O Brasil tem competência e vamos fazer”.
                          Em 2002, quando os chineses embarcaram pela primeira vez num trem de alta velocidade (TAV), a malha ferroviária tinha 54 mil km de trilhos espalhados por 9,6 milhões de quilômetros quadrados. O Brasil tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados e menos de 29 mil km de estradas de ferro. Entre o começo de 1999 e o fim de 2002, os investimentos em ferrovias somaram R$ 601 milhões. Entre janeiro de 2003 e dezembro de 2006, ficaram em R$ 519 milhões. De janeiro de 2007 a abril de 2010, o governo triplicou os gastos do primeiro mandato para anexar à rede apenas um trecho de 356 km da Ferrovia Norte-Sul.
                               Dilma prometeu vitaminar com R$ 43,9 bilhões, até 2014, a malha ferroviária devastada pelo abandono, pela corrupção e pela incompetência federais. A quantia é 40 vezes maior que a soma dos investimentos feitos por Lula em oito anos. Mas sobrariam apenas R$ 10,9 bilhões para a reconstrução do sistema em frangalhos. A coisa ficou ainda pior neste começo de semana: se insistir no delírio eleitoreiro, Dilma enterrará no projeto toda a verba reservada às ferrovias ─ e mais R$ 10 bilhões extraídos dos bolsos dos brasileiros.
                              Seis meses depois da posse, está mais que na hora de entender que a campanha eleitoral terminou. A maquinista sem juízo precisa descer imediatamente da locomotiva imaginária e tentar assumir a chefia do governo.
                                       E do Josias de Souza:

Empresa que doou ao PR e Gleisi multiplica contratos

               A empreiteira Sanches Tripolini, do Paraná, viveu anos de bonança nos dois reinados de Lula.

               Seus contratos com o Dnit, o departamento que cuida de obras rodoviárias na pasta dos Transportes, cresceram 1.273%.

               Em 2004, as obras confiadas à Sanches Tripolini somavam R$ 20 milhões. Em 2010, em cifra atualizada, totalizavam R$ 267 milhões.

               Os dados constam de notícia veiculada pela Folha. Coisa produzida pelos repórteres Breno Costa, Andreza Matais e Rubens Valente.

              A prodigalidade dos contratos fez da Sanches Tripolini uma generosa doadora de campanhas políticas. Ou vice-versa.

              No ano passado, a empreiteira borrifou R$ 7,2 milhões nas arcas eleitorais de diferentes candidatos.

              Deu prioridade aos políticos ligados ao consórcio governista. A estes, doou R$ 6,4 milhões, incluindo R$ 1 milhão para Dilma Rousseff. José Serra beliscou R$ 180 mil.

               Os candidatos do PR, partido de Alfredo Nascimento, que chefiou os Transportes durante seis dos oito anos de Lula, levaram R$ 2,5 milhões.

               Sozinho, o senador Blairo Maggi (PR-MT), padrinho de Luiz Antonio Pagot, o mandachuva do Dnit, foi aquinhoado com R$ 500 mil.

               A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), chefe da Casa Civil e mulher do ministro Paulo Bernardo (ex-Planejamento, agora nas Comunicações), amealhou R$ 510 mil.

               Na época em que azeitou a escrituração das campanhas, a Sanches Tripolini estava proibida de contratar com o governo.

               Havia sido declarada inidônea pelo TCU, em maio de 2009. Por quê? Prevalecera numa licitação do Dnit “de forma extremamente viciada”.

               Ao tocar a obra, um anel rodoviário na cidade paranaense de Foz do Iguaçu, injetara nos borderôs um sobrepreço de R$ 9,9 milhões.

               Passadas as eleições, graças a um recurso, a empreiteira obteve do TCU a reabilitação. Alegou-se que as provas eram “indiciárias”, não conclusivas.

              Em março de 2011, a Sanches Tripolini firmou com o Dnit um aditivo contratual.

              Orçadas em R$ 149 milhões, as obras do anel viário de Maringá (PR), foram à casa dos R$ 178,6 milhões.

              No mês anterior, a empreiteira vencera licitação para a segunda fase dessa mesma obra.

               Decorridos cinco meses, o contrato ainda não foi assinado. Por quê? O TCU apontou sobrepreço de 10% no pedaço já reaizado da obra.

                Nos porões do PR, a legenda que Dilma levou à grelha, acusa-se o casal Bernardo-Gleisi de atuar em benefício da Sancres Tripolini. Eles negam.

               Bernardo refuta a insinuação de que teria pressionado Luiz Antonio Pagot para liberar as verbas que propiciaram o início da obra de Maringá.

               Alega que o empreendimento saiu do papel graças a uma emenda da bancada de congressistas do Paraná.

               “Conseguimos uma emenda de bancada, a pedido da prefeitura de Maringá, que foi liberada", diz o ministro.

               Gleisi, a mulher de Bernardo, disse que não pediu dinheiro à empreiteira: "Visitei Maringá na campanha e eles perguntaram se podiam ajudar…”

                “…Respondi que sim e pedi à minha assessoria que os procurasse. Está tudo devidamente registrado no site da Justiça Eleitoral".

               Pode-se acusar a Sanches Tripolini de tudo, menos de falta de senso de oportunidade. Financiou uma senadora e elegeu uma poderosa ministra.


                                        

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tristes Governos...

                           Triste início de Governo este da Dilma. Também, pudera... Imaginar que a escolha solitária de um megalomaníaco, como se tornou com o exercício do poder o ex-Presidente Lula, daria certo, já era demais- os incautos, infelizmente caíram na embromação. Se os formadores de opinião (e mesmo a oposição), nas várias mídias brasileiras, tivessem se preocupado em lembrar e pesquisar quem realmente era a tal "mãe do PAC", aquela que "ajudou" Lula a governar durante oito anos, e que de tudo e de todos ela sabia e conhecia, que era, pelo menos, a "gerentona" perfeita, etc... todos veríamos que era apenas fruto de um marketing político rastaquera, e fruto do uso (principalmente do abuso) de toda a máquina de Governo em cima de seu nome. Ela nunca foi de nada. E assim só que servia para Lula. Alguém que, sem sombra de dúvida, o povo reconhecesse apenas como sua "criatura", porque, só assim ele continuaria com seu desmando imperial, e, na sequência, pretenderia retornar como o "salvador da Pátria" (que Deus nos acuda, ninguém merece).
                            Pressentindo o perigo, agora como que muita gente retornou da letargia política a que tinha sido levada durante o governo anterior. Antes tarde do que nunca... Cada vez mais comentaristas políticos e, que incrível..., até a oposição, estão desnudando este Governo. Sempre falei que o governo Lula acabaria deixando a mais maldita das heranças, não só para quem o sucedesse, mas, principalmente para todo o povo brasileiro. Porque mostrar-se conivente com todas as falcatruas da "companheirada", partindo de um Presidente da República, cria escola...
                           Não é à toa que se está vendo a propagação da ladroagem em Prefeituras, em todo quanto é tipo de obra pública, em todos os setores. Essa é a herança mais maldita que um despreparado pode deixar para seu próprio País. Consertar um estrago de tal tamanho levará décadas para a correção (esperemos que haja...)e, enquanto isso, o Brasil poderá passar por dificuldades terríveis.
                           Aproveito para trazer alguns comentários de formadores de opinião realmente importantes e, por isso, escrevem para sites das maiores revistas ou jornais do país, na tentativa de ampliar aqui em nossa região o conhecimento sobre os desmandos sob quais  nos encontramos - se cada um que dispor de algum meio de comunicação (logo retornarei para o "Na boca do forno", o pequeno programa de rádio que tive a oportunidade de conduzir, junto com o ótimo radialista  e sério profissional aqui da Rádio Poema, o Luiz Matos) e assim "repicar" as notícias e comentários dos "grandes" blogueiros, cronistas, por certo será aumentado o nível de conscientização das pessoas, principalmente aquelas dos pequeno lugares do interior do Brasil.

                           
                 “Não foi a corrupção que aumentou; o governo Lula é que tornou as investigações mais rigorosas e eficazes”, recomeça a balir o rebanho companheiro sempre que algum sacerdote da seita se junta à interminável procissão de escândalos. O mantra malandro foi destruído  de vez pela descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio de Antonio Palocci e pelo desbaratamento da quadrilha em ação no Ministério dos Transportes.
                   O estuprador de sigilo bancário que se converteu em traficante de influência não foi desmascarado por agentes da Polícia Federal, mas por  repórteres da Folha de S. Paulo. Os meliantes a serviço do PR foram identificados por jornalistas de VEJA, não pela Corregedoria Geral da União. Os órgãos de controle do governo não apuram nada. São coiteiros de delinquentes de estimação.
                    Nunca antes neste país os larápios federais roubaram tanto e tão descaradamente quanto nos últimos oito anos e meio, confirmam as revelações que precipitaram a troca do ministro Alfredo Nascimento por outro figurão do bando liderado pelo deputado federal Valdemar Costa Neto. Em junho de 2002, quando presidia o Partido Liberal, foi o parlamentar paulista quem celebrou o acordo com o PT que resultou na formação da dupla Lula e José Alencar, senador eleito pelo PL mineiro.
                    As investigações sobre o escândalo do mensalão revelaram que o aluguel do partido custou R$10 milhões. Mais o Ministério dos Transportes, sabe-se agora. Desde janeiro de 2003, Costa Neto administra pessoalmente a formidável cachoeira de contratos bandalhos. Hoje secretário-geral do Partido da República, nascido há cinco anos da fusão do PL com o Prona, o sócio do PT faz mais que indicar ministros: ele nomeia prepostos.
                     O primeiro foi o mineiro Anderson Adauto. Teve de cair fora em março de 2004, três meses depois de denunciado à Procuradoria-Geral da República pelo então diretor-geral do DNIT, José Antonio da Silva Coutinho,  por ter desviado R$32,3 milhões de financiamentos concedidos para obras em estradas pelo Banco Mundial e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento. Oficialmente, Adauto pediu demissão para disputar a prefeitura de Uberaba.
                    Eleito, confessou no ano seguinte, em depoimento à CPI que investigou o mensalão, que recebera dinheiro do onipresente Delúbio Soares para pagar a gastança da campanha. Hoje filiado ao PMDB e no fim do segundo mandato, o prefeito continua fazendo companhia a Costa Neto no processo em curso no Supremo Tribunal Federal. Embora sejam ambos mensaleiros juramentados, o deputado paulista mereceu mais espaço na denúncia do procurador Antonio Fernando Souza.
                     Um dos trechos afirma que, “ao longo dos anos de 2003 e 2004, os denunciados Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas e Antônio Lamas receberam aproximadamente dez milhões e oitocentos mil reais a título de propina. O acordo criminoso com os denunciados José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno e Sílvio Pereira foi acertado na época da campanha eleitoral para Presidência da República em 2002, quando o PL participou da chapa vencedora”.
                       Como o acordo criminoso incluiu o Ministério dos Transportes, Anderson Adauto foi substituído pelo prefeito reeleito de Manaus Alfredo Nascimento, que ficou no cargo até março de 2006, quando se candidatou ao Senado. Enquanto caçava votos, o baiano Paulo Sérgio Passos, secretário-executivo e militante do PR, tomou conta do gabinete que, em março de 2007, voltou a abrigar o senador eleito pelo Amazonas.
                        Nascimento afastou-se de novo em abril de 2010, agora para fracassar como candidato a governador.  De novo, Passos virou ministro interino. Escolhido por Lula e nomeado por Dilma, Nascimento recuperou em 1º de janeiro de 2011 o emprego que perdeu de vez nesta quarta-feira. Enquanto Passos mantém o gabinete em ordem, Costa Neto trata da escolha do novo ministro. Nesta quinta-feira, o PR comunicou à presidente Dilma Rousseff que o preferido é o senador Blairo Maggi.
                        Quando ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc avisou que, “se deixarem, o Blairo Maggi planta soja até nos Andes”. Foi ele quem apadrinhou a instalação de Luiz Antonio Pagot na direção-geral do DNIT. Somados o prontuário do afilhado e a frase de Minc, pode-se deduzir que Blairo Maggi, sempre em parceria com Costa Neto, saberá tornar ainda mais produtivos e rentáveis todos os canteiros de obras públicas. O PR vai acabar colhendo alguns bilhões a mais."

terça-feira, 5 de julho de 2011

Visões opostas para um mesmo problema.

                     1) Morreu e foi cremado ontem, em Minas Gerais, o Ex-Presidente Itamar Franco. Tendo sido Prefeito da cidade de Juiz de Fora, em Minas, em 1974  foi indicado candidato ao Senado da República, pelo antigo MDB, até porque os grandes nomes mineiros à época, Tancredo Neves, Aureliano Chaves e outros, não viam chances de vitória contra a ARENA, o Partido oficial do Regime Militar. E veio, então, a grande surpresa, com o povo, de norte a sul, demonstrando a sua insatisfação com o regime e votando contra os militares em todo o País.
                      Nessa fornada de vitória do MDB, o partido de oposição (havia só dois) elegeu figuras como Itamar Franco, em Minas, Orestes Quércia, em São Paulo, Paulo Brossard, no Rio Grande do Sul, e, aqui no Paraná, o inesquecível Leites Chaves, grande advogado em Londrina e completamente desconhecido politicamente. Em todo o Brasil foi essa avalanche de voto oposicionista. Muitos dos desconhecidos, em âmbito nacional, Senadores eleitos, começaram aí suas carreiras nacionais. Foi o caso de Itamar. Quis o acaso que, sendo Vice-Presidente de Collor, viesse a assumir, após o impeachment, a Presidência da República.
                        Tido, por muitos, como político interiorano e turrão, demonstrou ao Brasil a sua verdadeira alma= povo honesto e trabalhador, ao contrário do que muitos, principalmente o atual e o último governo pensam. Teve princípios que nunca deveriam ser mudados e solapados. Quando seu maior amigo e assessor de longa data, Henrique Heargraves, Ministro da República, teve seu nome ligado a um pequeno escândalo de corrupção, imediatamente, na mesma hora em que soube, demitiu-o, até que fossem apuradas as denúncias. Após três ou mais meses, constatadas como falsas todas as denúncias contra ele, renomeu-o com gosto. Que saudade!!!
                        Esta visão, que dá gosto de nos chamarmos de brasileiros, após o Governo Lula, deturpou-se completamente.    

                        2) Hoje o que se vê é o oposto. Quando a própria Presidente Dilma, movida por denúncias gravíssimas veiculadas pela revista Veja, manda demitir 04 assessores do já "afamadíssimo" Ministério dos Transportes, aquele onde já por ocasião do "Mensalão" mostrou à nação quem era o tal Deputado federal Valdemar da Costa Neto,  novamente dá-se conta que o mesmo continua promovendo as maiores roubalheiras, cobrando junto às empreteiras taxas de 4 a 5%, diz ele e os outros que é para o "Partido", o PR (Partido Republicano). Como se interessasse ao povo saber para quem se rouba... Roubo é roubo, larápio é larápio, ladrão é ladrão, bandido é bandido e pronto, acabou... Pois é, só que a mesma Presidente deixa para promover a apuração do que aconteceu justamente o Chefe de todos, o Ministro Alfredo Nascimento, que já veio lá da época Lula
                        Parece que não o demitiu também, para evitar contrariar justamente o Lula... É o mesmo que contratar a raposa para dar conta do inventário dos estragos no galinheiro.
                        Essas coisas são seríssimas para o Brasil. Um jornal gaúcho teve o trabalho de fazer uma comparação entre uma dessas obras contratadas pelo Ministério dos Transportes, essa uma ponte sobre o Rio Guaíba, em Porto Alegre, e seus gastos e tempo de conclusão, e outra que é atualmente a maior ponte construída do mundo, na China. Vamos aos dados levantados (fonte: blog do Augusto Nunes, em 05/07/11):
                     
                      "Há uma semana, o governo da China  inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que  liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.
                       Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Ponte Alegre, uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhões.
                       Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto númerico resumido no quadro abaixo:
                      Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.

                       Depois de ter ordenado o afastamento dos oficiais, aí incluído o coronel do DNIT, Dilma Rousseff parece decidida a preservar o general. “O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento”, avisou nesta segunda-feira uma nota da Presidência da República. “O ministro é o responsável pela coordenação do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes”. Tradução: em vez de demitir o chefe mais que suspeito, Dilma encarregou-o de  investigar os chefiados.
                     Corruptos existem em qualquer lugar. A diferença é que o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer em outros países uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento e seus parceiros saberiam que o castigo começa com a demissão e termina na cadeia."
 
                                        Pois é: se quisermos saber porque o Brasil, com o melhor país do mundo para se viver, com riquezas naturais quase infinitas, onde não acontecem as tragédias naturais (terremotos, tsunamis, tornados, etc...) muito comuns em outros lugares, com um povo trabalhador se tiver oportunidade, não ser ainda um dos "gigantes pela própria natureza" frente ao contexto mundial, pode-se creditar essa desdita aos Sarneys, Collors, Lulas, que infelizmente elegemos por aqui.