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Pitanga, Pr, Brazil
Educação Formal Universitária: 2 Cursos (em áreas distintas); 2 Especializações; 1 Mestrado.

domingo, 18 de setembro de 2011

O Sarney manda no Brasil do século XXI!

                      Ah, como ter paciência? Sarney, sim, aquele mesmo que Lula achava ser um "brasileiro incomum", melhor que todos nós, vis mortais, e que continua mandando em sua "capitania hereditária (o Maranhão)", agora estendeu isso a todo o Brasil. O próprio PMDB está achando ridículo que ele, que governou e continua governando(através da filha, Roseana) o 1º ou 2º mais pobre Estado brasileiro, há pelo menos 40 anos (razão da pobreza do Estado?) mande e desmande no primeiro escalão do Governo de Dilma; infelizmente, está acontecendo. Ter colocado como Ministro do Turismo aquele tal de Pedro Novais, velhinho sem-vergonha no último, foi um achincalhe. Agora, de novo, ele nomear um tal de Gastão (nome apropriado, não???), cujo principal predicado é ser da sua "máfia", da turma do Sarney do Maranhão, de novo, é achar que todo o povo brasileiro é parvo total.
                         Novamente, o repórter e blogueiro Augusto Nunes, da revista Veja, tece alguns comentários irretorquíveis:

                             "Sugerida por Lula e encampada por Dilma Rousseff, a instalação de Antonio Palocci na chefia da Casa Civil foi mais uma ideia de jerico da dupla que inaugurou o Brasil Maravilha do cartório. Não é pouca coisa entregar o cargo de primeiro-ministro a um estuprador de sigilo bancário que virou traficante de influência. Pois poderia ter sido pior: se as denúncias de VEJA não tivessem desmontado a quadrilha em ação no 4° andar do Palácio do Planalto, formada por filhos, parentes e agregados de Erenice Guerra, a melhor amiga de Dilma Rousseff continuaria acampada no gabinete que teve de abandonar em 16 de setembro de 2010.
                           Faz exatamente um ano que a chefe do bando aceitou deixar a chefia da Casa Civil em troca da mudez premiada ─ uma brasileirice que livra da demissão por justa causa, de temporadas na cadeia e da devolução do dinheiro criminosamente tungado quem não revela os nomes dos mandantes, comparsas ou padrinhos. Erenice, por exemplo, topou esquecer a montagem do dossiê cafajeste sobre Fernando Henrique e Ruth Cardoso, o teor da conversa semiclandestina entre Dilma e Lina Vieira e outras bandalheiras que produziu em parceria com a atual presidente. Em contrapartida, pôde fingir que pediu demissão, voltar para casa sem escalas em delegacias ou tribunais e gastar sem sobressaltos a fortuna arrecadada com taxas de sucesso e outros codinomes da velha negociata. Na festa da posse, voltou ao local do crime como convidada especial.
                       Passados 12 meses, o grande viveiro de desmemoriados de nascença e amnésicos por vigarice faz de conta que nunca existiu uma Erenice, muito menos a terna amizade que desqualifica Dilma Rousseff para o papel de defensora da moral e dos bons costumes. A mãe de Israel Guerra deve achar divertida a fantasia da presidente com uma vassoura na mão. E decerto considerou tão previsível quanto a mudança das estações a anexação do Ministério do Turismo à capitania hereditária do Maranhão. Erenice sabe que Dilma faz o que José Sarney deseja desde os tempos da Casa Civil. Foi ela quem articulou a audiência em que a chefe recomendou a Lina Vieira que a Receita Federal tratasse com muita gentileza as trapaças fiscais da Famiglia.
                       Os que veem as coisas como as coisas são, esses só enxergaram a saída de um protegido de Sarney e a entrada de outro protegido de Sarney. Como boa parte da imprensa não costuma contentar-se com fatos, muitos jornalistas voltaram a vislumbrar a faxineira que nunca houve, agora exigindo do PMDB a indicação de um deputado sem prontuário por sofrer de alergia a gatunos. Os laços que prendem Dilma a Erenice e Sarney implodem a falácia. Quem engole sem engasgos afilhados ou exigências de Madre Superiora engole o que vier. Quem conviveu tão docemente com uma meliante juramentada é capaz de achar que Fernandinho Beira-Mar não seria um mau genro.
                             Dilma pediu ao PMDB que escolhesse a menos constrangedora das folhas corridas não por critérios éticos, mas por motivos práticos: é preciso fazer com que os nomeados durem mais tempo no cargo. Neste 16 de setembro, nem teve tempo para chorar a partida de Erenice, consumada um ano atrás: precisava aplaudir e explicar a chegada de Gastão Vieira. Com o despejo de Pedro Novais, foi atingida a marca extraordinária: a cada 25 dias, um ministro desocupa seus aposentos. A altíssima rotatividade pode ter produzido uma reforma administrativa vergonhosa até para os padrões da Era da Mediocridade.
                            Em vez de uma presidente no comando do ministério, o Brasil tem uma gerente tentando descobrir como se administra um primeiro escalão que lembra o mais barato dos motéis.
                           O novo ministro do Turismo se chama Gastão – homenagem sem graça ao país da piada pronta. Nem o mais fanático leitor de jornais, daqueles que devoram editais, obituários e classificados, jamais encontrou, nos últimos 20 anos, a mais remota referência a seu nome ou figura num rodapé de página– muito menos no mesmo parágrafo da palavra Turismo.
                           E após sua estreia fisionômica nos jornais de hoje, afaste-se de imediato a tentação politicamente incorretíssima de evocar a teoria lombrosiana. Nem nela Gastão se encaixa: feição mais comum, impossível — um despercebido permanente, até aqui amalgamado ao barro grosso do baixo clero da Câmara. Leu-se hoje, ao lado da foto inédita e da notícia espantosa de sua nomeação como ministro de Estado, que está no quinto mandato como deputado federal, é advogado e mestre em direito, milita na área de educação e é torcedor do Sampaio Corrêa. Agora, com todas as prerrogativas do melhor cargo de sua vida, assinará cheques, nomeará pessoas, controlará verbas vultosas.
                              O fato de ser um absoluto desconhecido da opinião pública e de não apresentar nenhuma credencial para o cargo não teve o menor peso no nihil obstat de Dilma – porque Gastão é deputado do PMDB do Maranhão e, desnecessário dizer, embora os jornais de hoje redundem na informação para os desavisados, “pertence ao grupo do senador José Sarney”.
                              É o grupo do mais impune dos brasileiros que afronta o país com sua liberdade plena para tomar de assalto parte da administração federal e desviar dinheiro público. É o grupo que teve o desplante de impor a Dilma, no começo do seu governo, um homúnculo moral como Pedro Novais, agora substituído por Gastão. O defeito de Novais não era em absoluto a velhice, mas a velhacaria e a assombrosa mediocridade de sua existência – plenamente confirmada em oito meses penosos à frente do Ministério do Turismo.
                              O Turismo, pasta absolutamente inútil para o desenvolvimento desse setor no país, mas resort burocrático com extraordinário potencial para um tour “all inclusive” às falcatruas da classe política brasileira, é da “cota” do PMDB. Não vale um décimo das diretorias da Petrobras também ocupadas por peemedebistas, em termos de oportunidade de negócios, mas é da cota, e o que é combinado não é caro.
                              Em nenhum momento, por um laivo de consciência ou de ínfimo pudor, nem por uma estratégia política para compensar o desatino da indicação anterior de Novais, os próceres do PMDB pensaram em deixar Dilma à vontade – se ela quisesse essa liberdade – para apontar ou pelo menos cogitar de alguém do ramo, fora da cota para larápios. Michel Temer, fiador do contrato de aluguel do PMDB com Dilma, não admitiria esse gesto de brasilidade. Voltou de um período de vilegiatura particular na Bahia, com um desarranjo intestinal que contraindicava até um pigarro, para fazer força por Gastão. É como se Novais não tivesse contado.
                              Quando estourou o escândalo da Operação Voucher, Sarney fez que não era com ele. Só conhecia Novais de vista – e para se ter vista de Pedrinho, com seu 1m46 de altura, era preciso chegar bem perto. Sarney se afastou. Era como se dissesse: “Esse não valeu”. Agora, com Gastão, preenche-se a lacuna que existia desde a posse de Pedro Novais.
                              Pelos primeiros sermões de Vieira hoje na TV, o novo ministro é troncho e igualmente medíocre – traços genéticos dos sarneyzistas. As outras características do DNA do grupo virão a seu tempo – cabendo a vigilância à imprensa naturalmente e Dilma, que em absoluto se sentiu incomodada com as reinações de Pedrinho e com mais um ministro da legenda que cai no valão dos malandros, foi prestigiar o seminário do PMDB, e agradeceu, daquele seu jeitão destrambelhado, o “apoio” do partido a seu governo.
                              A presidente dá, todos os dias, prova de seu despreparo acintoso para o cargo – mas pelo menos ainda tentava mostrar um certo pendor pela autoridade de seu mandato. Ao ceder de novo à chantagem do PMDB, na qual o ministério do Turismo é só uma ponta minúscula, ela mostra também uma profunda ignorância política.
                              Governos de coalizão, como supostamente é este, de Lula/Dilma, são próprios de regimes parlamentaristas – onde a responsabilidade de mando e poder é compartilhada entre as forças que o apóiam, inclusive em eventuais desastres. Num sistema presidencialista, a divisão do governo ao nível de partilha entre políticos que se comportam como predadores de uma empresa privada, ávidos por lucros, gera uma situação esdrúxula: o bônus é dos acionistas – Sarney, Temer e companhia bela. O ônus pelas indicações cegas, sem filtro protetor, é todo do presidente. O Brasil é hoje o único país do globo com essa patológica dinâmica de poder.

                               Quem perdeu mais com as travessuras de Pedrinho Novais: Dilma ou Sarney?"



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Brasil está de desanimar; a saída? Mais democracia e nunca menos!!!

                        Cá entre nós, não é fácil achar que o Brasil está (segundo a mídia governista e comprada) "indo muito bem", safa-se de qualquer situação, mesmo que esta,  que pode complicar EUA e Europa ( e o resto do mundo!!!), etc.., aqui não pega: e bota otimismo ufanista nisso... e que, enfim, aqui é o "paraíso na Terra".
                          Podem parar... Aquilo que chegou a animar as pessoas honestas deste País, que a presidente Dima, ao contrário de seu antecessor e criador, o Lula, não ia ficar passando a mão na pelagem pegajosa dos corruptos mas, continuaria exigindo, o que seria o mínimo, correção e boa conduta daqueles escolhidos para chefiarem os ministérios e, principalmente, que jogou a esperança de até que poderiam  vir a ser punidos, e os cofres da República, ressarcidos: tudo, "sonhos de uma noite de verão"...
                           Ela, pelo que se depreende de sua fala ao "Fantástico" de ontem, até que tenta mostrar que é diferente em algumas coisas, se forem verdadeiras e não criação dos "marqueteiros", como, por exemplo, dizer que gosta de ler, etcétera e tal, mas, no total, a constatação real é que dificilmente ela e o ex se desligarão: afinal, um o criador e outra a criatura, que continua, ainda hoje, totalmente subserviente.
                             Ela e os seus gostam de execrar toda e qualquer entidade, órgão, associação, que "ousem" contrapor-se a isso que está aí. Ainda não notaram que, apesar da UNEA ( União Nacional dos Estudantes Amestrados), do MST, dos Sindicatos, todos regiamente pagos com o dinheiro dos cofres públicos, portanto, o nosso, começa-se  a dar notar algo novo no horizonte da Pátria: uma arregimentação espontânea, via Internet, pelas redes sociais, de gente que não concorda com o que aí está, que nem quer politicagem a seu lado, que demonstra ser uma tomada de consciência da nação, apartidária, e que pretende ir mais a fundo no combate à corrupção e que aqueles, em especial o PT, ainda não entenderam uma coisa: a cura para todos esses males é uma só: MAIS DEMOCRACIA, NUNCA MENOS!!!!!
                                     A Democracia pressupõe como base, e aí reside toda a sua complexidade, mas, ao mesmo tempo, beleza e pragmatismo, em haver o contraditório, em outras palavras: oposição. 
                                       Em uma Democracia, o pior que pode acontecer é o que propugnam esses do PT: a união para o  "Brasil", ou "a favor do Brasil", ou coisa parecida. Ao contrário: nela, na democracia, toda essa roubalheira, desfaçatez, etc, só existe ainda, porque a oposição está pasma, à espera de alguma coisa "Deus ex-maquina", que apareça do nada e resolva todos os nossos problemas. A saída é a própria democracia, com seu direito garantido em lei de contrapor, exigir, cobrar aquilo que está certo.
                                      Por favor, oposição, pare com isso: toda vez que se pensou assim e, politicamente investiu-se nisso: em outras palavras, em um "Salvador da Pátria", deu no que deu... Uma vez apareceu um tal de Collor de Mello, e na outra, um semelhante, igual, parecendo muito diferente, mas totalmente próximo em seus vícios ao governar, chamado Lula.
                                       Saravá, irmão, valha-nos Deus- ninguém merece!!!

domingo, 4 de setembro de 2011

O atual Governo é uma farsa.

                         Estou cada vez mais convencido de que o Governo atual é uma farsa. Alguns pontos: chego a achar que, na cabeça do Lula, nunca se pretendeu que fosse mais que isso, motivo da escolha de Dilma, à época. Nunca fora candidata a nada, nunca exercera o menor cargo por eleição, os que a conheciam melhor e, claro, entre eles, Lula, sabiam que a própria tem na cabeça uma confusão de idéias, difíceis de serem explicitadas em qualquer contexto. Hoje, várias ciências da linguagem ligadas às da psicanálise e psicologia, convergem no sentido, quase unânime, de reconhecerem que as pessoas são o que elas pensam, e pensam, não por figuras, imagens, mas sim, principalmente no pensamento abstrato, filosófico, por meio das palavras: faladas, gesticuladas, escritas. Não se consegue formular pensamentos lógicos, ou uma linha de raciocínio, se não há domínio evidente da linguagem. Parece ser o caso da nossa Presidente. 
                        Algum leitor aqui, já viu, ouviu a emissão, por palavras, é lógico, de algo bem elaborado (quer dizer: com começo, meio e fim...) por ela? Já notaram a busca no ar que ela faz ao falar, principalmente quando tira o olho de algo previamente escrito? Até nisso ela, infelizmente, é de dar dó, não é mesmo??? Dá vontade de ajudar, jogar algumas palavras ao vento, para ver se chegam até ela e, então consegue se pronunciar!!!
                         E Lula, em sua vivaldice (qualidade própria dos vivaldinos), possivelmente dela, da sua escolhida, sabia o todo... Para mim, há uma certeza quanto ao futuro político de nosso país: ela veio apenas e por isso, para tapar um buraco, até aquilo que o PT pretenderá venha a ser uma volta triunfal do barbudo.
                              É o que se depreende do tal congresso do PT. Não vale nada do  que disse a presidente Dilma, nem nenhuma tentativa de mudança, nem nada: ficou bem claro que o despudorado  partido pensa em ir levando, mudando aqui ou acolá, censura da imprensa, reforma política ou, qualquer coisa que eles achem próprio para ajudar a garantir mais mandato e a continuação de tudo que aí está, por muito mais tempo.
                                Leiam, a seguir, este pequeno trecho tirado do Blog do Augusto Nunes:

                         O jornalista Celso Arnaldo Araújo voltou a capturar Dilma Rousseff. O que disse a presidente e o comentário do grande caçador de cretinices mostram que o estado da paciente é grave. Confiram a frase de Dilma:
                  “É um encantamento. Quem viu como era, como eu vi, quem viu a transformação feita pelo governo do Sergio Cabral e do vice-governador Pezão e quem depois assistiu logo no início a força e a dedicação de vocês, tem certeza que o nosso país tem no seu povo a sua grande força”
                         Leiam agora o recado do Celso Arnaldo:
                      Saudação da presidente Dilma Rousseff, aos 44min deste vídeo, na abertura a XV Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro, dando a impressão de que todos os livros da mostra caíram em sua cabeça e sem esclarecer se o encantamento ainda é com Neymar e Ganso (“eu já vi, parei de ver, voltei a ver”), com o bondinho de Santa Tereza, com as obras de recuperação da região serrana, com a amizade fraterna de Sergio Cabral por Fernando Cavendish ou com o tamanho da mão grande do Pezão. E deixando no ar que, no Dissionário de Dilmês, lançado na Bienal com um recorde 12 páginas, fora as orelhas, transformação vem antes de depois e depois vem antes de início.
                        
                          Para quem interessar, segue o endereço do vídeo citado (link)- pode ser visto ou baixado:
                    
                                                    

     http://dl.dropbox.com/u/25177629/Na%20Bienal%20do%20Livro%20e%20o%20Dilm%C3%AAs.flv

                   E, a seguir, o editorial do Estadão (Jornal O Estado de São Paulo), de 04/09/2011:
Leia editorial do Estadão:

                   Um verdadeiro espanto!

             “Esgoto a céu aberto, falta de professores e servidores, de salas de aula, de laboratórios, de segurança, de ônibus, de água, alunos trabalhando como funcionários, hospital veterinário fantasma.” Este é o retrato do câmpus da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG), vinculada à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP), inaugurada com banda de música e foguetório pelo presidente Lula em 2005 e anunciada, como tantas outras obras que se inserem na célebre galeria das “nunca antes”, como “a primeira extensão universitária a ser instalada no País”, conforme está registrado no site da UFRP. De acordo com depoimentos de professores e alunos colhidos pela repórter Tânia Monteiro (Estado, 30/8), a unidade de Garanhuns, festivamente apresentada pelo fogueteiro-mor como pioneira na interiorização do ensino superior do País, “está em coma profundo, na UTI, precisando de uma junta médica para salvá-la”. 

               A visita da repórter ao câmpus da UAG, onde era ministrada aula inaugural do curso de Agronomia, se deu no mesmo momento em que, a cinco quilômetros dali, na Universidade Estadual de Pernambuco, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Educação, Fernando Haddad, participavam de aula inaugural do curso de Medicina. Esta foi realizada em sessão solene, em instalações adequadas. Aquela, por falta de salas de aulas, deu-se num auditório improvisado. Um espanto! Em relação ao qual, como era de esperar, os estudantes não se mantiveram indiferentes: “A dificuldade é tão grande para entrar aqui”, ironizou o calouro Hugo Amadeu, “e, quando chegamos, vemos que a dificuldade será ainda maior para sair aprendendo alguma coisa”.

                 A UFRP tem cerca de 12 mil alunos - ou 14 mil, pois há controvérsia no site oficial -, mil professores, 900 técnicos e metas ambiciosas traduzidas numa linguagem retumbante: “Atividades voltadas para a busca intensa do conhecimento científico nas áreas de Ciências Agrárias, Humanas e Sociais, Biológicas, Exatas e da Terra, tanto para a evolução educacional e tecnológica do Estado quanto para atender a necessidades e anseios da sociedade”. É como se define a universidade que conferiu a Lula, bom conterrâneo, o título de Doutor Honoris Causa. Mas o que se vê nos campi revela uma realidade bem menos animadora. O professor Wallace Telino, presidente da Associação de Docentes da universidade, chama a atenção para a evasão de alunos e professores, o que se explicaria pelo fato de o governo estar “preocupado com o número de universidades, mas se esquece da qualidade”. É o que sugere o fato de que, apesar de se dedicar fortemente às ciências agrárias, a universidade não dispõe de “um único hectare para trabalho experimental”. Como consequência, os alunos de engenharia de alimentos, segundo eles mesmos revelam, estão prestes a concluir o curso sem uma aula prática sequer. Outro espanto.

                     A situação dessa universidade federal, que seria cômica se não fosse trágica, é bem um exemplo de um modo de governar que valoriza, sobretudo, as aparências. Embora suas origens remontem a 1912, em sua configuração atual a UFRP é um produto típico da era Lula. Suas duas chamadas unidades acadêmicas, a de Garanhuns e a de Serra Talhada, foram inauguradas, respectivamente, em 2005 e 2007, criadas “a partir do programa de expansão e interiorização do Ensino Superior do Governo Federal”. O câmpus de Serra Talhada, como revelou reportagem do Estado publicada um mês atrás, é chamada pelos alunos de “museu de obras”, tantas as construções interrompidas. A UFRP, aliás, lidera, num levantamento feito pelo MEC, a lista de serviços paralisados em universidades federais. E essa situação se deve, segundo o próprio MEC - e, mais uma vez ainda, é um espanto! -, a problemas com as construtoras, que abandonaram os canteiros, faliram ou simplesmente demonstraram incapacidade na construção da obra. Quem contratou essa turma?

                 Ouvido pela repórter do Estado, o diretor da unidade de Garanhuns, Marcelo Martins, reconheceu a existência dos muitos problemas dos quais professores e alunos se queixam. Mas garantiu que um “enorme esforço” está sendo feito para resolvê-los. Vai precisar de um pouco mais que isso.
Por Reinaldo Azevedo".

                                       Pois é, essa é a situação real. Aqui é apenas uma pequena parte da herança de Lula, não só para a Dilma, resolver, mas, para todos nós brasileiros. Afinal, para ele que só faz exames nos melhores do Brasil e do mundo, se precisar, a Saúde, no Brasil, é "quase perfeita!"...
                              

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Algumas considerações!

            Não é demais, não pode ser demais, nós, que somos eleitores, que, principalmente, somos cidadãos, recolhemos e pagamos muito imposto de todo tipo para esse Governo, e isso sempre aumentando sem parar- até quando??? – Só a indignação e, talvez, sublevação do mesmo, por não ter mais como agüentar o achincalhe, poderão dizer...
              Refiro-me à desfaçatez da Presidente Dilma: bobo quem achou que, em alguma coisa, ela poderia ser diferente de sua “criação”, o abominável  e sem-vergonha Lula. A tal da faxina ética, nome engendrado e proposto pelos próprios marqueteiros do Planalto- desfez-se em nuvens, de uma dia para outro. Esse governo vai ser desnudado muito antes do que imaginamos- a dona Dilma, a “mãe do PAC”, a gerentona super-competente, foi por água abaixo, desandou...
              Nunca foi nada disso... Quando vejo qualquer politiquinho de interior, prefeito, vereador, inspetor de quarteirão (nem existe mais...), botando banca, aprumando-se todo para aparecer em público ( e até para dar entrevista em rádio- nem imagem tem...), acham-se preparados, porque os áulicos lhes dizem isso, iguais aos que os marqueteiros programam..., chegando para falar com aquela voz que não é a deles (prá gente que os conhece há muito tempo...), quase que sussurrando, pode saber: não vale nada. E isso é o que foi criado para ela- não é real.
             Aqui na região (como aliás, em qualquer outra...) temos dessas figuras. Vivem da política e para a política: todos nós devemos “muito a eles”, são os iluminados por uma nova figura “divina” que, com certeza, sabe que ele/ela é o melhor, todo o que o “seu povo” tanto ansiou e precisa. Sabem o quê??  Que vão se catar, ou melhor, que vão à m........!
              Desse governo da Dilma, a tendência é desnudar-se de vez, ou aos poucos. A Ideli, ministra nem sabemos das quantas, “o grito à procura de uma idéia”, acabará se mostrando à inteira- e a gente aqui do sul, sabe o que ela é e, principalmente, do que ela é capaz...
              Cá entre nós, a própria presidente Dilma, alguém (em sã consciência...) consegue imaginar que essa mulher concluiu um Curso Superior e, como apregoava, tem Mestrado e preparava-se para um Doutorado (o que foi desmentido pelo próprio site do MEC, Capes, etc...), se não consegue formular um pensamento em 20 palavras, coisa que, segundo as últimas pesquisas, talvez os próprios macacos acabem conseguindo fazer???  Ela fala e não dá liga... Fica uma coisa inimaginável, sem pé nem cabeça. Ah! pare!!! O Brasil não merece esse festival de incompetência. Principalmente, o festival de roubalheira- méritos a quem merece o louvor: Lula!!!
              Para encerrar esta postagem, por favor leiam o que relata o blogueiro da revista Veja, o Augusto Nunes, de maneira e linguagem esmerada, sobre o ex, ou ainda, todo-poderoso, José Dirceu...


                        
  Augusto Nunes

28/08/2011
 às 21:32 \ Direto ao Ponto
                                 O tiro no pé do guerrilheiro de araque

               Transformar um quarto de hotel em aparelho clandestino é sinal de pouca inteligência. Transformar um endereço no centro de Brasília em esconderijo para tramoias políticas e/ou comerciais envolvendo figurões do governo e do Congresso é prova de indigência mental. Fazer essas coisas simultaneamente só pode ser coisa do companheiro José Dirceu. Como comprova a reportagem de capa da edição de VEJA, ele nunca perde a chance de engrossar a colossal coleção de ideias de jerico inaugurada já nos tempos de líder estudantil.
             Em 1968, Dirceu conseguiu namorar a única espiã da ditadura militar. Se quisesse prendê-lo, a polícia poderia dispensar-se arrombar a porta: Heloísa Helena, a “Maçã Dourada”, faria a gentileza de abri-la. Ainda convalescia do fiasco amoroso quando resolveu que o congresso clandestino da UNE, com mais de mil participantes, seria realizado em Ibiúna, com menos de 10.000 moradores. Até os cegos do lugarejo enxergaram a procissão de forasteiros.
               No primeiro dia, mandou encomendar 1.200 pães por manhã ao padeiro que nunca passara dos 300 por dia. O comerciante procurou o delegado, o doutor ligou para a Polícia Militar e a turma toda acabou na cadeia. Ninguém reclamou: enquanto o congresso durou, todos haviam tentado dormir sob a chuva por falta de tetos suficientes. Incluído no grupo dos resgatados pelos sequestradores do embaixador americano, Dirceu avisou que lutaria de armas na mão contra a ditadura e foi descansar na França.
             O lutador exilado empunhou taças de vinho num bistrô em Paris até trocar a Rive Gauche pelo cursinho de guerrilheiro em Cuba. Com o codinome Daniel, aprendeu a fazer barulho com fuzis de segunda mão e balas de festim, declarou-se pronto para derrubar a bala o regime militar e voltou ao Brasil no começo dos anos 70. Percebeu que a coisa andava feia assim que cruzou a fronteira e, em vez de trocar chumbo no campo, foi trocar alianças na cidade.
               Fantasiado de Carlos Henrique Gouveia de Mello, negociante de gato, baixou em Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná, casou-se com a dona da melhor butique do lugar e entrincheirou-se balcão do Magazine do Homem, de onde só saía para dar pancadas em bolas de sinuca no bar da esquina. Em 1979, quando a anistia foi decretada, Carlos Henrique, apelidado de “Pedro Caroço” pelos parceiros de botequim, abandonou a frente de combate municipal, o filho de cinco anos e a mulher, que só então descobriu que vivera ao lado do revolucionário comunista menos belicoso de todos os tempos.
                Livre de perigos, afilou o nariz que ficara adunco graças a uma cirurgia plástica, ajudou a fundar o PT e não demorou a virar dirigente. Ao tornar-se presidente, escolheu Delúbio Soares para cuidar da tesouraria. Depois da campanha vitoriosa de Lula, não se contentou com a chefia da Casa Civil: promoveu-se a superministro e monitorou o preenchimento dos milhares de cargos de confiança.
                Nomeado capitão do time do Planalto, mandou e desmandou até a explosão do escândalo protagonizado por Valdomiro Diniz, o amigo vigarista com quem dividira um apartamento em Brasília. E então o país descobriu que o herói de Passa Quatro transformara um extorsionário trapalhão em Assessor para Assuntos Parlamentares. Atirado à planície pelo escândalo do mensalão, conseguiu ser cassado por uma Câmara dos Deputados que não pune sequer os integrantes da bancada do  PCC.
                   Sem mandato, com os direitos políticos suspensos e desempregado, descobriu que estava pronto para prosperar com o tráfico de influência. Desde 2005 junta dinheiro como facilitador de negócios feitos por capitalistas selvagens. E hoje é chamado de Jay Dee por patrões que, na hora de tratar os detalhes do acerto, mandam a criançada sair da sala e vão à janela para saber se algum camburão estacionou por perto.
              Quem se dedica a tal ofício tem de ser discreto. Dirceu acha possível seguir embolsando boladas de bom tamanho como “consultor” sem abandonar a discurseira contra a elite golpista e a mídia reacionária, sem renunciar à luta pelo controle do PT, sem arquivar a saudade dos tempos de primeiro-ministro, sem despir o uniforme de guerrilheiro de araque. A reportagem de VEJA contou a última dessa flor de esquizofrenia. Logo será a penúltima.
                 No momento, Dirceu jura que houve uma tentativa de invasão do aparelho clandestino montado em Brasília. Ele também vive jurando que o mensalão não existiu. “Tenho uma biografia a preservar”, recitou mais uma vez o chefe do que o procurador-geral da República qualificou de “organização criminosa sofisticada”. Aos 65 anos, o que tem José Dirceu é um prontuário a esconder.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

É necessário desmistificar Lula

                        Em seus oito anos de mandato, Lula abusou de tudo e de todos, tentou recriar a história a seu modo, inventou, mentiu, ludibriou... O pior de tudo é que, ainda não contente, continua agora com a mesma palhaçada. Convenhamos, chega! Quem nunca se deu ao respeito, não merece ser respeitado pelos homens de bem deste país e, mais que isso, existe como que uma obrigação de, cada um ao seu modo, ajudar a restabelecer os fatos, como os fatos foram na realidade!
                          Não canso de repassar algumas matérias de jornalistas competentes, quase todos blogueiros famosos, de órgãos de imprensa respeitados, que escrevem tão bem "de dar inveja", na esperança de, aqui em nosso rincão, repassando, estar fazendo a minha parte.
                             Os assuntos que posto hoje são de autoria do Augusto Nunes, da revista Veja, em dias variados.
        24/08/2011
 às 20:50 \ Direto ao Ponto

A comparação repetida pelo palanqueiro é um insulto à memória de Getúlio Vargas

                                   Entre uma palestra patrocinada por empreiteiros amigos e uma cobrança a algum ministro de Dilma Rousseff, Lula repetiu a comparação que agride a verdade e insulta a memória de um dos raros estadistas nascidos no deserto de homens e de ideias: “Querem fazer comigo o fizeram com Getúlio Vargas”, acaba de recitar, mais uma vez, o palanque ambulante. Tradução: a sucessão de escândalos produzidos por abjeções que assaltam cofres públicos há oito anos e meio é apenas uma invencionice dos netos da UDN golpista, que se valem de estandartes moralistas para impedir que o pai dos pobres se mantenha no poder.
                                      A conversa fiada identifica o ignorante que não hesita em estuprar os fatos para fabricar vigarices eleitoreiras. Não há qualquer parentesco entre os dois Brasis. Sobretudo, não há nenhuma semelhança entre os personagens históricos. Em agosto de 1954, Getúlio Vargas era sistematicamente hostilizado por adversários que lhe negavam até cumprimentos protocolares. Não há uma única foto do presidente ao lado de Carlos Lacerda. Passados 66 anos, os partidos antigovernistas fizeram a opção preferencial pela pusilanimidade e inventaram a oposição a favor. Merecem uma carteirinha de sócio do Clube dos Amigos do Lula, dirigido por velhos antagonistas convertidos em amigos de infância.
                                       Há exatamente 57 anos, surpreendido por ilegalidades praticadas à sua revelia, acuado pela feroz oposição parlamentar, desafiado por militares rebeldes, traído por ministros militares e abalado pela covardia de muitos aliados, Getúlio preferiu a morte à capitulação humilhante. Neste agosto, Lula contempla com o olhar entediado de quem não tem nada com isso o cortejo dos bandidos de estimação capturados pela Polícia Federal ou atropelados por denúncias da imprensa.
                                       O suicídio foi um ato de coragem protagonizado pelo líder que jamais transigiu com ladroagens. O padroeiro dos delinquentes federais Lula fez da corrupção endêmica um estilo de governo e um instrumento de poder. Homem honrado, Getúlio transformou o tiro no coração na dramática evidência de quem sempre teve vergonha na cara. Lula não sabe o que é isso.
 08/04/2011 às 22:19 \ Direto ao Ponto

              Nenhum farsante escapa da vala comum reservada aos falsificadores da História

                           “Não fale uma sandice dessas”, irritou-se o ex-presidente Lula com Denise Chrispin Marin, correspondente do Estadão em Washington. “Conheço as pessoas e sei como me referi a elas”, continuou, decidido a ampliar a coleção de momentos inverossímeis registrados na entrevista coletiva desta quarta-feira. Ao saber que o palestrante aprendiz está pronto para pacificar a Líbia – é só Dilma Rousseff chamar –, a jornalista lembrou que em dezembro de 2003, num jantar em Tripoli, Lula qualificou Muammar Kadafi de “companheiro e amigo”. E então o ator canastrão incorporou o ofendido de araque para garantir que não disse o que disse.
                   Não parou por aí. “Jamais falaria isso por uma razão muito simples: porque eu tenho discordância política e ideológica com Kadafi”, recitou sem ficar ruborizado. Ou porque é muito gentil ou porque a perplexidade a emudeceu, Denise desperdiçou uma boa chance de emparedar o embusteiro. Deveria ter registrado que os afagos verbais em Tripoli foram confirmados pelo nicaraguense Daniel Ortega e pelo argelino Mohamed Ben Bella, presentes ao jantar. Foram também testemunhados pelo tradutor sem o qual Lula não sabe o que se passa ao redor.
                         Melhor ainda seria recordar ao amnésico seletivo que as carícias retóricas murmuradas em Tripoli foram reprisadas há um ano e meio em Sirte, na 13ª Reunião de Cúpula da União Africana. E desmontar a farsa com a leitura em voz alta da reportagem do enviado especial Andrei Netto, publicada pelo Estadão em 2 de julho de 2009. Um dos trechos reproduz a derramada saudação a Kadafi feita por Lula:  “Meu amigo, meu irmão e líder”, discursou o convidado de honra, mirando com olhar de noiva o psicopata anfitrião.
                              O restante do palavrório deixou claro que aquilo não fora um escorregão de palanqueiro sem compromisso com a verdade. Lula estava lá para reafirmar a solidariedade do governo brasileiro a estadistas incompreendidos. Elogiou abjeções mundialmente desprezadas, louvou celebrou a generosidade de assassinos, louvou o fervor democrático de liberticidas, festejou o patriotismo de corruptos de carteirinha e reiterou a admiração pela biografia infame do ditador da Líbia.
                           Mais de sete anos depois de Tripoli, menos de dois depois de Sirte, o companheiro, amigo, irmão e liderado de Kadafi resolveu proclamar inexistentes o acasalamento promíscuo e as cenas de cumplicidade explícita. É tarde. E é impossível. Espertalhões bem mais sagazes que Lula também tentaram substituir fatos amplamente documentados por mentiras convenientes. Nenhum dos farsantes foi muito longe. Todos acabaram vencidos pela verdade. Todos jazem na vala comum reservada aos falsificadores da História.

                                   22/08/2011 às 18:59 \ Direto ao Ponto
              Lula faz de conta que conhece só de vista o amigo, irmão e líder derrotado na Líbia

                          “Nunca deixo um companheiro pelo caminho”, costuma gabar-se Lula. A menos que a companhia se torne prejudicial aos interesses eleitorais de Lula, ensina o histórico do ex-presidente. Quando isso ocorre, ele faz de conta que conhece só de vista até gente com quem convive desde a infância. O objeto mais recente dessa amnésia malandra é Muammar Kadafi, promovido a “amigo, irmão e líder” até o começo da rebelião na Líbia. De lá para cá, Lula faz de conta que não conseguiu sequer decorar o prenome do psicopata de estimação, homenageado ao longo de oito anos por rapapés, salamaleques e adjetivações derramadas.
                            Depois da queda de Kadafi, dirá que nem sabe onde fica a Líbia. Mas nem o maior dos governantes desde Tomé de Souza pode reescrever a história. O texto reproduzido na seção Vale Reprise conta o caso como o caso foi.
                                           Vejam as imagens- elas não mentem:





sábado, 20 de agosto de 2011

Até tu, "Paulus Bernardus"?

                       Estou repassando uma notícia da hora sobre o "nosso (paranaense)" casal de ministros, Paulo Bernardo e Gleisi. Por falar nisso, não há fim de semana em que as revistas semanais e os principais jornais do país não tragam mais e mais denúncias- a roubalheira foi a herança que o Lula nuncaantesnahistóriadestepaís deixou. Agora é a vez de mais coisas no Ministério do Turismo, aquele do velhinho Novais, e também no Ministério das Cidades. De amanhã em diante todos os órgão de mídia estarão repercutindo essas falcatruas.

                       "O ministro foge de pergunta sobre o uso de avião de empreiteira que faz obras públicas e financiou campanha da mulher, Gleisi Hoffmann (por Andrei Meireles e Marcelo Rocha).
                       O empréstimo de aviões particulares para autoridades há tempos faz parte do amplo cardápio de relações promíscuas entre o poder público e o setor privado no país. Mas apenas recentemente esse tipo de conduta começou a ganhar ares de escândalo.
                      Em junho, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, mergulhou em um inferno astral quando foi revelado, após uma tragédia aérea, que ele costumava viajar em aviões de empresários com grandes contratos com seu governo. Na semana passada, um dos motivos da demissão do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, foi a divulgação de que ele viajou em um jatinho de uma empresa beneficiada por decisões do ministério.
                    ÉPOCA perguntou a 30 ministros da presidente Dilma se eles já viajaram em algum jato particular desde que assumiram seus cargos. Dos contactados, 28 responderam prontamente que não.
                   O ministro dos Transportes, Paulo Passos, informou que já teve de usar aviões particulares para vistoriar obras de sua pasta localizadas em áreas remotas, aonde aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) não tinham como chegar. O ministro das Cidades, Mario Negromonte, deputado federal eleito pela Bahia, disse que freta, por sua conta, aviões particulares para chegar a determinadas cidades de sua base eleitoral.
                   A presteza desses ministros contrasta com o comportamento do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Por quatro vezes nos últimos 40 dias, ÉPOCA perguntou a Paulo Bernardo sobre suas eventuais viagens em um avião particular quando exercia o cargo de ministro do Planejamento no governo Lula.
                 Trata-se do King Air, matrícula PR-AJT, que pertence ao empresário Paulo Francisco Tripoloni, dono da construtora Sanches Tripoloni. Em nenhuma dessas ocasiões, Bernardo respondeu à pergunta.
                 A indagação tem duas razões. Um parlamentar que integra a base de apoio do governo Dilma no Congresso relatou a ÉPOCA que viu Paulo Bernardo embarcar no ano passado no avião da construtora Sanches Tripoloni em um terminal do Aeroporto de Brasília, usado por empresas que operam aviões particulares.
                 Outro parlamentar, de oposição ao governo, também afirmou que a chefe da Casa Civil da Presidência da República, a ministra Gleisi Hoffmann, mulher de Paulo Bernardo, usou o avião em sua pré-campanha ao Senado Federal pelo Paraná. Na ocasião, Gleisi era presidente regional do PT e não ocupava cargo público. Bernardo era simplesmente o responsável pelo Orçamento da União e por definir as verbas para obras públicas.
                 Como ministro do Planejamento, Paulo Bernardo mostrou um empenho especial na construção do Contorno Norte de Maringá, no Paraná – uma obra tocada pela empreiteira Sanches Tripoloni, que já custa o dobro de seu preço original. Inicialmente, Bernardo ajudou a liberar verbas para a obra, destinadas por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União.
                 Depois, Bernardo conseguiu incluir a construção do contorno no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que livrava o empreendimento da dependência de emendas parlamentares, sempre sujeitas a contingenciamentos e cortes orçamentários.
                 Em junho de 2010, Paulo Bernardo convenceu o então presidente Lula a assinar um decreto incluindo o anel rodoviário de Maringá num regime especial no PAC. No mundo das acirradas disputas por verbas em Brasília, o regime especial equivale a um passe de mágica: assegura transferências obrigatórias de dinheiro público para o empreendimento.
                  De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), há problemas graves na obra em Maringá, como superfaturamento de preços pela construtora Sanches Tripoloni. A empreiteira não deixou, porém, de receber dinheiro público, mesmo depois de ter sido declarada “inidônea” pelo TCU em 2009 por causa de outra obra no Paraná: a construção do contorno rodoviário de Foz do Iguaçu.
                 A construtora Sanches Tripoloni é hoje uma das empreiteiras que mais recebem verbas públicas. No ano passado, ela recebeu R$ 267 milhões do governo federal. Sua ascensão é recente. Em 2006, por causa da má situação financeira da empresa, seus sócios chegaram a registrar uma redução de capital."

                      É, a presidente Dilma vai acabar tendo que tomar uma decisão: ou governa e, para isso, tem que encarar de frente os corruptos no governo, tomando as providências que todos esperamos, ou continua bajulando a herança maldita de seu criador.

domingo, 14 de agosto de 2011

Tudo como antes no quartel de Abrantes.

                  É, para os brasileiros que ousaram confiar um pouquinho na presidente, imaginaram que, apesar da origem, ela conseguiria superar a herança maldita do "sapo barbudo". Vã ilusão. Afinal, ela é quem é e foi quem todos sabemos- cria total de Lula, em quem ele tem a certeza de que sempre poderá confiar, cobrar e até exigir.
                  O Brasil, como se diz aqui no interior, parece que pegou "praga de madrinha"! Após tantas denúncias, já em 04 Ministérios, vários órgãos, muitas demissões, ela, por pedido ou imposição de Lula, vem a público para em um papel ridículo ( defendendo a tal "governabilidade"), botar "panos quentes" na roubalheira. A Nação não merece tudo isso! Como vai se chegar ao que o povo espera e aguarda há muito tempo, de o Brasil tornar-se um país de 1º mundo, com todos esses desvios de recursos?
                 Em meu entendimento, não há país que consiga chegar lá com tanta roubalheira. Claro que se sabe que nós, povo, temos todos a nossa maior ou menor parcela de culpa- afinal esses que lá estão foram eleitos. Mas, ao mesmo tempo, aturamos e aceitamos todos os tipos de empulhação daqueles que estão no poder, desde as mentiras mais desabridas, até roubos eleitorais, enganações por Institutos de Pesquisas, de maneira passiva e inerte. O brasileiro parece que perdeu o poder de indignação, e, o pior de tudo, para as coisas mais sérias.
                       Até faz-se mobilizações em coisas de menor interesse (se comparados a estes): defesa disso e daquilo, parada gay, contra Ricardo Teixeira, e por aí vai...
                        Quem me conhece sabe que fazem 06 anos que "cantei a pedra" e, por isso, deixei o PT. Quando não se dá a real importância aos valores maiores de uma democracia, quando se começa a afagar o pêlo, passando a mão na cabeça de autores de tantas lambanças e roubos, como fez Lula, pode ter a certeza que o tempo trará a tal "herança maldita", mais cedo ou mais tarde. E agora, em um momento de crise mundial, aí está ela. A presidente Dilma poderia (ou, ainda pode) fazer o que todos sabemos que é o certo: aproveitar a chance e fazer uma limpa na corrupção, ou, então, terá dificuldades em chegar ao fim de seu mandato. Esse tipo de coisa, o balcão de negócios em que grande parte do governo se transformou, não tem fim por si só: ou alguém já viu um malfeitor, ladrão principalmente, deixar por bem seus crimes, porque virou "bonzinho" de repente???