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Educação Formal Universitária: 2 Cursos (em áreas distintas); 2 Especializações; 1 Mestrado.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

E a "dança das cadeiras" dos Ministros mais corruptos do mundo, será que vai continuar?

                     Os órgão midiáticos trazem este final de semana (Revista Veja, programa "Fantástico", jornal "O Estadão", etc...) novas denúncias, com provas, das roubalheiras, por meio de ONGs bandidas, no Ministério dos Esportes, comandado pelo Ministro Orlando Silva e entregue para o "comando" do PCdoB, desde o Lula. Nada de novo- quase tudo já era por demais conhecido e nada feito "aos queridos companheiros" pelo ex-presidente. Como era de se esperar, a roubalheira se mede agora aos muitos milhões...
                     Será que a presidente Dilma terá força e vontade para "peitar" mais um dos corruptos deixados por Lula??? Veremos...
                     Seguem mais algumas informações sobre o caso.
                    
                     "Quando a vida fica mais cara"

EDITORIAL PUBLICADO NO GLOBO DESTA SEXTA-FEIRA (14/10/11)

                    Marchas contra a corrupção pontuaram o feriado nacional em diversas cidades brasileiras, começando por Brasília. Não são manifestações de massa – fala-se em 20 mil pessoas na capital federal -, mas, de alguma forma, o recado foi dado: o de que o tema começa a incomodar a sociedade.
                    Por enquanto, há uma desproporção entre causa e efeito. As causas estão lá. No Santuário Nacional de Aparecida, foram apontadas pelo cardeal Raymundo Damasceno, presidente da CNBB: “Não podemos concordar com nenhuma forma de corrupção. A Igreja pede que as denúncias sejam investigadas.”
                  Por que as consequências ainda são pequenas? Vários motivos já foram sugeridos. O primeiro deles é, sem dúvida, o “feel good factor” – o fato de que o país continua crescendo, o desemprego está em níveis ainda suportáveis, os programas assistenciais atenuam a miséria.
                  Também há a cooptação de entidades que, em outros tempos, poderiam fazer barulho. Nos dois mandatos de Lula, os sindicatos sentiam-se, de alguma forma, parte do jogo político, eram tratados com deferência (o que ainda pode acontecer, mas em menor grau). Nesse quadro, podem surgir a qualquer momento notas desafinadas, o que aumentaria a sensibilidade social para o dinheiro que é desviado da coisa pública.
                  O custo da corrupção já foi avaliado – e é altíssimo. Há o desvio puro e simples; e as consequências do desvio. Educação e saúde, como se sabe, são dois pontos vulneráveis no novo projeto “Brasil potência”; e são áreas em que a corrupção atua desabridamente. Muitas vezes, o dinheiro que sai de Brasília é desviado no seu porto de destino – as prefeituras. Nessa área municipal, outra árvore frondosa é a das câmaras de vereadores, que, ou não deviam existir, ou pagam salários exorbitantes em relação à economia local.
                  Aqui se pode identificar a muito citada paciência (ou leniência) do povo brasileiro com os malfeitos. Porque, se a corrupção federal tem formas sutis de dissimulação, o que impede um município pobre de se rebelar contra seus supostos representantes, que usam e abusam das prerrogativas do poder?
                  Mas a grande mistificação vem do centro do poder. Vivemos um presidencialismo imperial que serve de modelo para tudo. E, nos dois últimos períodos de governo, não houve um caso de desvio de ética para o qual não se encontrasse desculpa ou atenuante. O ex-presidente Lula chegou a dizer, recentemente, que os políticos deviam mostrar um couro duro para passarem incólumes ante uma eventual saraivada de denúncias.
                   O Brasil tem mostrado indicadores sociais positivos. Milhões de pessoas tiveram acesso a melhores níveis de vida, consequência de um processo que começou com o Plano Real. Mas a corrupção aumenta, sem cessar, o custo do Estado brasileiro, que já é enorme. Para financiar esse Estado, sobem os impostos e demais cobranças. E o que acontece é que o brasileiro, hoje, está pagando mais caro por todas as necessidades do dia a dia. E assim vão-se criando condições para uma consciência social mais aguda. Que grite forte contra o assustador desvio de recursos.
                    E, no Blog do Josias de Souza, em  17/10/2011,



                       "Sob Lula, TCU já via Esportes como foco de ‘fraudes’"


                                     Roosewelt Pinheiro/ABr


                  Reduto do PCdoB já no governo Lula, o Ministério dos Esportes é apontado pelo Tribunal de Contas da União como foco de fraudes desde 2006.
                 O programa ‘Segundo Tempo’, alvo das denúncias que constrangem o ministro Orlando Silva, foi objeto de auditoria específica do TCU.
                Criado em 2003, no alvorecer do primeiro mandato de Lula, o programa começou a ser varejado pelo tribunal em 2005.
                 No ano seguinte, os ministros aprovaram um acórdão que sugeria à pasta dos Esportes a adoção de providências para fechar os ralos.
                 Decorridos três anos, auditores do TCU foram conferir os resultados. Em novo acórdão, de março de 2009, concluiu-se que continuavam abertos.
                 O texto anota a certa altura:
                “As irregularidades ocorridas no Programa Segundo Tempo são mais um exemplo de como os recursos federais executados por meio de convênios, ou instrumentos similares, não são devidamente controlados.”
                 Detectaram-se falhas em praticamente todos os estágios do programa. ONGs beneficiadas com cifras milionárias são selecionadas por “critérios subjetivos”.
                 Celebram-se convênios “com instituições que não possuem capacidade técnica e administrativa para executá-los.”
                Repassam-se verbas “sem levar em conta as diretrizes operacionais do programa”, idealizado para prover atividades esportivas a crianças e adolescentes.
                A fiscalização, por “ineficente”, estimula os desvios. Manuseando os dados disponíveis à época, o TCU contabilizou 200 convênios firmados entre 2003 e 2008.
                Totalizavam, em valores de 2009, R$ 221,1 milhões. A execução da maioria dos contratos não é acompanhada pelo ministério.
                 Numa análise de 160 convênios, verificou-se que 105 não haviam merecido da pasta dos Esportes uma mísera vistoria in loco.
                Representavam a bagatela de R$ 88,3 milhões do total de verbas repassadas até então a ONGs. Os 55 projetos supostamente vistoriados somavam R$ 68,8 milhões.
                O problema é que, quando realizadas, as inspeções costumam ocorrer após a liberação total das verbas.
                 Nessa fase, anota o relatório do TCU, “o prazo de vigência [do convênio] está se encerrando e os recursos já foram gastos.”
               Ouvidos pelo TCU, os técnicos do próprio ministério informaram que praticamente metade dos convênios (48%) tem prestações de contas “irregulares.”
                Há pior: ”Do total de convênios com impropriedades, 27% obtiveram a renovação”, escreve o TCU em seu documento.
                 “Parcela significativa dos convenentes, ainda que não cumpram integralmente com os objetivos do programa, obtiveram renovação dos convênios.”
                  O cenário de descalabro conduz a casos como o que foi julgado pelo TCU há sete meses, em março deste ano.
                  Envolve uma ONG ligada ao PCdoB. Chama-se Fundação Vó-Ita. Tem sede no município de Arraias, no Tocantins.
                 Recebeu R$ 624 mil da pasta dos Esportes para tocar cinco núcleos esportivos do programa Segundo Tempo. O contrato vigorou de 2005 a 2007.
                 Terminado o prazo, a entidade não prestou contas. Cobrada, alegou que sua sede havia sido roubada.
                 O diabo é que o registro de ocorrência do suposto roubo datava de 17 de novembro de 2007. E o convênio encerrara oito meses antes, em 28 de fevereiro de 2007.
                  Na bica de ser condenada no TCU, a ONG entregou ao tribunal algo que chamou de “prestação de contas”.
                  Recibos e notas fiscais somavam R$ 573,6 mil. O grosso do papelório (R$ 495,5 mil) foi considerado “inidôneo” pelos técnicos do TCU.
                 Argumenta daqui, contra-argumenta dali os ministros do TCU refizeram as contas e condenaram a ONG a devolver ao Tesouro R$ 274,5 mil.
                  Sobre esse valor terão de ser acrescidos juros e uma multa fixada em R$ 20 mil.
                  Alvejada por reportagem do programa 'Fantástico', na noite deste domingo (16), também a ONG Pra Frente Brasil, de Jaguariúna (SP), já se encontra sob investigação do TCU.
                 Gerida pela ex-jogadora de basquete e atual vereadora do PCdoB Karina Rodrigues, a entidade recebeu do ‘Segundo Tempo’ R$ 28 milhões em seis anos.
                 Convive com suspeitas que incluem a contratação de empresas de fachada. O TCU decidiu esquadrinhar os convênios da entidade em abril.
                 O ministro Orlando Silva deseja comparecer à Câmara para se defender da acusação de recebimento de propinas e demonstrar a "correção" dos procedimentos de sua pasta.
                 Há muito o que explicar. Resta saber se haverá no plenário da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara quem queira fazer o dever de casa e perguntar."

                  Pois é, foi nisso que o "nuncantesnahistóriadessepaís" conseguiu (não que eles não quisessem, não é??) transformar os "idealistas" de esquerda, incluindo PT e PCdoB= afundados até o pescoço nas "maracutaias" tão bem denunciadas antes de Lula...





               

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Há Ministérios demais para acomodar a cupinchada e, aí, é isso que acontece!!!

                        Alguém aí sabia ou lembrava que existe um Ministério no Governo, desde o tempo do Lula, denominado "Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres", comandado agora, em tempos de Dilma, por uma tal de Iriny Lopes? Pois é, existe, e essa pura louca Ministra, está achando de andar se importando por tudo o que vê na televisão. Deve fazer parte daquela sanha do PT de, a cada passo, voltar com a idéia de tentar impor uma censura velada (ou aberta,se pudesse) às mídias. A última dela (que , por sinal, nem é falando mal, é pura constatação da verdade, é muuuiiitoo feia) agora é implicar com alguns comerciais da Giselle Bundchen. Sigam, a seguir, o magistral comentário da criação e publicação da coluna do Augusto Nunes, da revista Veja:

                        "Ministério da Dilma: um recorde de zeros à esquerda e à direita



Celso Arnaldo Araújo


                     A ministra Iriny foi entrar num território que lhe é inteiramente inóspito e desconhecido – a sensualidade como milenar arma de sedução feminina – e se deu mal, ao enxergar numa top model que fatura 30 milhões de dólares por ano, nunca estoura o cartão de crédito (que é ilimitado) e não bate o carro do marido (porque tem motorista privativo) um símbolo das vítimas do “sexismo” de inspiração machista. Esta teria sido a intenção do diretor de criação do comercial da Hope: “Vamos pagar três milhões de dólares para a Gisele se fazer passar por uma coitada que se humilha de lingerie diante do marido só porque fez três besteiras. Um milhão de dólares por besteira”.
                   Sem entrar no mérito da saudável polêmica sobre propaganda e machismo, e cumprimentando a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres pela ousadia de ter dado sua cara para bater, o fato é que a Hope está desarrolhando sucessivas garrafas de champagne brut.
                   Graças à indignação de Iriny, um comercial chinfrinzinho ganhou status de paixão nacional. É o melhor dos mundos para uma campanha publicitária, mesmo que ela seja suspensa – ou você duvida que, nesse caso, a agência virá com uma réplica ferina?
                   Fora isso, há algum outro benefício nacional nessa celeuma? Sim. Além da possibilidade (inimaginável no sentido real) de meter o pau na Iriny, ganhamos uma informação preciosa, nove meses após o início do governo Dilma: o país tem desde janeiro uma ministra chamada Iriny Lopes (e isso é notícia fresca, porque ninguém sabia). A aparição de Iriny, esta semana, finalmente explica a estranhíssima metamorfose do cartunista Laerte numa das figuras mais aberrantes da prática do chamado crossdressing — eufemismo modernoso para o velho travestismo dos que tomam a decisão tardia de sair do armário e ironicamente se enrustem sob a fantasia espalhafatosa. Quer dizer então que tudo não passava de uma paródia performática de Laerte, uma homenagem às mulheres brasileiras através da mimetização grotesca da ministra que hoje as representa em nível federal?
                         Conhecido seu modelo, Laerte agora está dispensado de continuar tentando explicar por que deixou de ser um homem que só chamava a atenção por seu talento para se transformar numa mulher que se impõe pela feiúra. A secretaria comandada por Iriny, que tem status de ministério só para garantir mais cargos e em faixas superiores de remuneração, também está dispensada de existir: não disse uma palavra, não moveu um foulard pela mulher que perdeu seus bebês gêmeos na porta da Santa Casa de Belém do Pará por incúria, negligência e omissão de socorro. Mas a ministra soube se revelar uma fera ferida por causa da lingerie da Gisele. Com essa brutal inversão de funções, o ministério das mulheres é uma afronta à sua clientela.
                      O caso Iriny-Gisele-Laerte está rendendo bons esfregaços dialéticos e ótimas risadas – sobretudo nesta coluna. Mas, na esteira desse jocoso escândalo, outro, mais grave, se camufla sob as calcinhas vermelhas da Hope: o ministério de Dilma.

                      ACOMODANDO A CUPINCHADA

                      São 38 pastas, das quais pelo menos 10 criadas só para fazer média com parcelas do eleitorado ou acomodar a cupinchada. Sete titulares desse ministério já foram trocados – e muitos outros poderão e poderiam ser substituídos a qualquer momento, de um dia para o outro, sem afetar o funcionamento de um único balcão de repartição pública sob a óptica dos serviços prestados à população. Por acaso as ações da Petrobras cairiam se o ministro Edison Lobão de repente virasse frentista de posto de gasolina? A Apple deixaria de vender um único iPad no Brasil se o ministro Aloysio Mercadante deixasse a pasta da Tecnologia para ser um hacker?
                            À parte os casos de gatunagem despudorada e cínica, o ministério de Dilma é caracterizado por sua mediocridade. Distinga-se: há os ministérios “ideológicos” e politicamente corretos – como as secretarias da Iriny e da Igualdade Racial – e os balcões de negócio. Mas o nível médio do ministério é muito, muito baixo. Tentativas de comparar a estatura do ministério de Lula-Dilma (cujo padrão é Pedrinho Novais, que mede 1m46) com governos anteriores da República serão muito cruéis. Sempre houve nos ministérios republicanos um punhado de grandes nomes com história pessoal já escrita — nomes que poderiam merecer biografia própria, e muitos que, pela notoriedade e obra, viraram nome de ruas, avenidas e praças.
                         Imagine: Paulo Brossard foi ministro de Sarney. Antonio Houaiss e Fernando Henrique Cardoso, de Itamar Franco. O peso dos nomes ministeriais tem a ver com postura, atitude, nível intelectual, história pessoal.
                         Um governo adquire credibilidade a partir da equipe principal que escolhe. Nesse requisito, o PT de hoje atinge a miserabilidade. O atual ministério bate recorde em zeros à esquerda (e à direita também, se é que me entendem) -– e o padrão Pedrinho-Gastão é insuperável na historia republicana: indivíduos absolutamente estranhos ao grande e ao pequeno público, não são conhecidos nem no universo político de Brasília, não podiam ser pesquisados no Google antes de janeiro de 2011, não têm registro de sua passagem pelo planeta, não têm historia de vida, de cátedra, de obra, de livro publicado, de tese defendida, de discurso proferido, de projeto apresentado. A impressão digital de seus currículos de quatro linhas, incluindo nome, endereço e filiação, é o sempre suspeitíssimo dedo de Sarney. O atual ministério é um fenômeno político, merece entrar no Guinness pela quantidade de assombros que reuniu na Esplanada.
                           Ministro com peso político e pessoal próprio é necessidade republicana. Sendo uma nulidade, não terá como resistir às pressões da sua “base” para conceder favores, verbas, empregos – ou fazer bobagem em nome de “teses”, como Iriny. Um ministro de peso próprio tem blindagem maior para resistir a pressões, que vêm de todo lado, todos os dias. Quem ganhou um ministério na loteria – como Gastão Vieira — fará qualquer coisa para ficar. Um ministro sem densidade própria é na realidade um “laranja” de quem lhe banca e fará qualquer negocio para manter sua inédita importância antes de voltar à vala comum de onde saiu.
                         Iriny, que deve ser muitíssimo bem intencionada, teve seus inglórios momentos de glória graças a Gisele Bündchen – voltará logo ao silêncio e à ineficácia acaciana de sua secretaria. E, no fim das contas, o que terão ganho as mulheres brasileiras com esse auto da compadecida da ministra diante do sacrilégio da lingerie vermelha?
                          Rigorosamente nada – a exceção sendo as funcionárias da Hope que, se tiverem participação nos lucros da empresa, receberão um belo bônus este ano."
      
                        Pois é, e por aí vai... Agora é sobre o passeio de Dilma pela Bulgária, país de nascimento de seu pai e que tem relações comerciais com o Brasil de meros 160 milhões de dólares anuais, e, para o qual, ela fez um passeio mais "sentimental", levando junto um monte empresários e "companheirada" e tudo, claro, com o nosso dinheiro...
                        
                Augusto Nunes, em 09/10/2011


               Os países desenvolvidos preservam a vergonha na cara que os fundadores da Era da Mediocridade reduziram a coisa de otário.

                Em sua coluna quinzenal na última página de VEJA desta semana, o jornalista J. R. Guzzo trata da síndrome do com-o-Brasil-ninguém-pode. As primeiras linhas resumem o fenômeno.
                “Tornou-se um hábito do governo brasileiro e suas redondezas, nos últimos tempos, dizer aos países desenvolvidos o que deveriam fazer para melhorar de vida e sair da triste situação em que andam metidos ─ em contraste, é claro, com o Brasil, onde tudo é melhor hoje em dia, da política econômica ao misto-quente, e onde a gerência da administração pública praticamente não encontra rivais em nenhum outro lugar do mundo em matéria de sabedoria, qualidade de decisões tomadas e quantidade de problemas resolvidos”.
                Depois de registrar que começaram com Lula as “aulas de boa governança aos países ricos” que Dilma Rousseff segue ministrando, Guzzo precisa de uma única frase para colocar o bando de farsantes em seu devido lugar:
                “Governantes de um país que tem os índices de criminalidade, analfabetismo e corrupção do Brasil, para mencionar apenas uma parte da calamidade nacional permanente, deveriam ficar em silêncio e trabalhar o tempo todo para resolver nossas desgraças, em vez de dar palpites em problemas alheios”.
                Deveriam também aprender com quem sabe, grita o vídeo de 2min24 que mostra como é a vida dos parlamentares suecos. Quem viu vai gostar de ver de novo. Quem não viu não imagina o que andou perdendo. Confira:
                Na Suécia, com pouco mais de 9 milhões de habitantes, o índice de alfabetização atinge 99%. No Brasil, os analfabetos estão perto de 15 milhões, sem contar a imensidão de analfabetos funcionais: são tantos que um deles já ocupou a Presidência da República. Lá, a renda per capita anual vai chegando aos US$ 40 mil e as diferenças salariais na pirâmide social são irrelevantes. Aqui, a renda de R$ 10 mil é uma abstração destroçada por distâncias abissais entre ricos e pobres.
                 O vídeo informa, enfim, que na Suécia existe a vergonha na cara que os donos do poder tentam há quase nove anos transformar em coisa de otário. Toda semana, por exemplo, os integrantes do primeiro escalão sueco comparecem ao parlamento para uma sessão de cobranças e explicações. Os ministérios são exemplarmente enxutos e eficazes, e a execução das decisões políticas fica por conta de agências governamentais. No País do Carnaval, dezenas de ministros se associam a centenas de deputados e senadores para compor o grande clube dos cafajestes cuja missão é “garantir a governabilidade” ─ uma fantasia esfarrapada que, em vez de esconder, escancara a corrupção endêmica e impune.
                 Em 1958, extasiados com a vitória na Copa da Suécia, os brasileiros se esbaldaram num carnaval temporão animado pela marchinha famosa: “A taça do mundo é nossa./Com brasileiro, não há quem possa”, fantasiava o começo da letra. Passados 53 anos, não é difícil bater a seleção nacional de futebol. A Suécia e todos os países desenvolvidos só não podem com o Brasil em matéria de jequice, embustes ufanistas e ladroagem sem cadeia. Nesses campos, decididamente, não há quem possa com os fundadores da Era da Mediocridade.








segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O inacreditável irá acontecer???

                         A história conta muitos casos de "a criatura" insurgir-se contra o "criador". No Brasil, até há bem pouco, isto imaginava-se impossível. E porquê? Bem, todos os brasileiros sabemos que a presidente Dilma era uma "maria-ninguém" e, provavelmente bem por isso o ex-Lula guindou-a de um total ostracismo, em que já se mostrava como a nulidade que era e continua sendo, sem nenhuma experiência de política e, parece, menos ainda , de gestora eficiente, como se apregoou na campanha eleitoral, conseguiu, na base das obras de ficção e na mentira, elegê-la presidente.
                           Isso será bom para o Brasil? Ainda ninguém sabe e, imagino, teremos que esperar bastante tempo para esta resposta. Particularmente, não chego a acreditar num rompimento total.
                           Entretanto, sabe-se de fonte fidedigna, por aquele pessoal que cobre o Governo central, que vive no Planalto e nas proximidades, para, exatamente procurar notícias desse tipo, que já começa a acontecer.
                           Divulga o conceituado jornal "A Folha de São Paulo" que, no ápice dos rompantes de fúria da presidente Dilma, encontra-se, justamente, três coisas relacionadas a isso: fica extremamente furiosa quando:
               - Alguém (pior ainda se for algum acessor próximo ou membro da "base aliada") comenta que "o Lula já está sabendo disso";
                - Ou, então, "vou achar um jeito de avisar o ex-Presidente Lula sobre isso!";
                - E, ainda, "Já conversei com o Lula sobre isso?".
               Se é verdade, há boas indicações que sim. Agora, que o "ex todo-poderoso" anda procurando "desencarnar", ou, quem sabe, está sendo "desencarnado" do mando de governo na marra, isso é verdade.
                Ele, o amoral completo que sempre foi, continue fazendo suas viagens caríssimas e cobrando muito caro para passar informações privilegiadas que, com certeza, ele possui e as tem pela tropa que deixou incrustada no Governo.
                Ah, por falar nesse tema, leiam 02 textos do Blog do Augusto Nunes, publicados dia 02/10/11 à noite, como sempre, magistrais:


Augusto Nunes, em 02/10/2011

às 20:46 \ Direto ao Ponto

                     Premiado com 100 mil dólares pelo polonês que chamava de ‘pelegão’, Lula promove Lech Walesa a ‘herói da democracia’.
                     Protagonizadas por um Lula grávido de autoconfiança e apaixonado por si próprio, duas cenas gravadas em novembro de 2002, cinco dias antes do segundo turno da eleição presidencial, aparecem no documentárioEntreatos, de João Moreira Salles. Na primeira, a bordo de um jatinho, o candidato embarca rumo aos tempos em que jogava futebol no intervalo do trabalho e surpreende Antonio Palocci com a comparação assombrosa:

                      ─ Eu batia faltas igual ao Didi.

                     Inventor da “folha seca” ─ desferido com o lado externo do pé direito, a bola viajava a poucos metros do campo e baixava abruptamente ao aproximar-se do gol ─, o bicampeão mundial Didi foi um dos maiores cobradores de faltas de todos os tempos. “Como o Didi?”, Palocci murmura, esboçando um sorriso abortado imediatamente pelo rosto sério de Lula: o craque do time da fábrica não está brincando. Se o médico não tivesse sido sepultado pelo político, Palocci veria a seu lado, em vez de um contador de vantagens, um paciente com sintomas veementes de mitomania.
                      Os sinais da disfunção sublinham o palavrório da segunda cena. Agora, no interior do jatinho, a trinca formada por Sílvio Pereira, José Graziano e Wilson Timóteo Júnior acompanha o monólogo do astro com a expressão contrita de quem testemunha outra aparição de Nossa Senhora:
                       ─ No Brasil, hoje, a única figura política de dimensão nacional sou eu. Mas por que eu cheguei aonde eu cheguei? Porque eu tenho por detrás de mim um movimento. Eu tenho por detrás de mim uma grande parte da Igreja Católica, da base da Igreja Católica. Eu tenho por detrás de mim uma grande parte dos estudantes, o PT, a CUT. É muita coisa.
                        É tanta coisa que basta para explicar, na opinião do candidato, a diferença que o separa do polonês Lech Walesa. Líder da organização sindical Solidariedade, o operário Walesa foi eleito presidente depois da derrubada do regime comunista. Fez um governo medíocre, saiu de cena com baixíssimos índices de popularidade e não voltou a desempenhar papeis relevantes.
                       ─ Ele deu no que deu porque ele não tinha porra nenhuma ─ ensina Lula em tom debochado. ─ Ele não tinha partido. Não tinha nada. Era um pelegão.
                      Nesta quinta-feira, Lula baixou em Gdansk para receber o prêmio Lech Walesa, criado pela fundação dirigida pelo ex-presidente polonês para homenagear “personalidades destacadas por seu respaldo à liberdade, democracia e cooperação internacional”. Na discurseira de agradecimento, as críticas ao pelegão foram substituídas por derramados elogios a “um autêntico herói que liderou os trabalhadores da Polônia em sua luta pela democracia”.
                       Se tivesse parado por aí, Lula teria apenas confirmado que hipocrisia é marca de nascença. Como jamais perde a chance de erguer monumentos ao cinismo, precisou de duas frases para inaugurar mais um em Gdansk. “Fomos muitas vezes tachados como pessoas despreparadas, incapazes de conduzir a luta sindical”, recitou a voz que até a semana passada achava Walesa um exemplo de despreparo para a condução da luta sindical. “Nossos críticos desconhecem, contudo, que os operários não aceitam nem toleram falsas lideranças”.
                       A drástica mudança de opinião custou exatamente 100 mil dólares, valor do prêmio que Lula foi buscar na Polônia. Ele diz que vai doar a quantia a “um país africano”, que será escolhido por representantes do Instituto Cidadania e da Fundação Lech Walesa. Por enquanto, a bolada está sob a guarda de Paulo Okamoto. Aquele mesmo: o “Japonês”. Se depender do guardião, os africanos devem esperar sentados.
                       Por que não usar o dinheiro para socorrer alguns dos milhões de nativos que sobrevivem submersos na miséria? Para não admitir a existência de miseráveis no Brasil Maravilha registrado em cartório. Camelô de si mesmo, Lula jura que o seu governo acabou com os brasileiros pobres. Devem ter sido exportados para a África.

02/10/2011

às 20:29 \ Direto ao Ponto

                        Gonçalo Osório: ‘Ambos foram medíocres, mas Walesa sempre lutou pela liberdade do indíviduo. Lula só pensa na autopromoção’.
                        Meu velho amigo Gonçalo Osório,que honra a coluna com seus comentários, fez algumas observações que complementam e enriquecem o post anterior. Confira um texto que, como promete o título da seção, vai direto ao ponto. (AN).
                         Um pouco de recuerdos, por um amigo que esteve lá. Final de 1980, dezembro. Lech Walesa era um fenômeno internacional, depois de ter liderado uma importante greve nos estaleiros Lenin de Gdansk, contra os dirigentes do PC. A Igreja católica da então Alemanha Ocidental teve uma idéia: juntar os dois sindicalistas com apoio eclesiástico (o da Polônia e o do Brasil, até ali o Papa polonês ainda não tinha retaliado a arquidiocese de São Paulo, que julgava dominada por teólogos da libertação que jamais entenderam a alma do comunismo) num encontro em Roma.
                          Foi a primeira vez que Lula e Walesa se viram, perto do Natal daquele ano. Detestaram-se mutuamente. Walesa achava que Lula flertava com as ideias que tinham transformado o país dele, Walesa, num vassalo do totalitarismo soviético. Lula achava que Walesa era pouco mais do que um agente da CIA. De fato, Walesa fez um governo medíocre. Mas, ao contrário de Lula, o nome de Walesa ficará nos livros de história como um autêntico líder operário de papel essencial na transformação da Polônia de uma ditadura comunista numa democracia plena.
                         Lula nada fez de parecido. Aproveitou-se do que havia sido preparado por um antecessor — este sim, FHC, o verdadeiro transformador, ainda que fracassado em boa medida ─ e passou a dizer que inventou o Brasil. Walesa era beberrão, falastrão, chegado a uma bravata, mitômano, embevecido de si mesmo. Como Lula, igualzinho. A diferença é que Walesa sempre teve um norte, uma visão, ligada sempre à liberdade do indivíduo. Lula, se tem alguma visão, é apenas a da autopromoção. Ambos foram presidentes medíocres. A diferença é a que Walesa entra para a história como participante de um processo fundamental. Lula pertencerá a História como o mal que os brasileiros resolveram adotar.



                 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Então, vamos lá!!

                    Por solicitação de alguns alunos e amigos, estou postando hoje, além dos comentários invariáveis sobre a política brasileira ( que, gostemos ou não, são extremamente importantes nos dias em que vivemos e com o "governo" que nos desgoverna), agora com base nos comentários dos blogueiros Guilherme Fiuza e Reinaldo Azevedo (todos os méritos a eles...), colocados na sequência abaixo, vai, em primeiro lugar, um tocador (player) para quase tudo. Praticamente não há filme, clipe, DVD, som, música, etc... e etc... que ele não toque, tudo com seus codecs próprios, quer dizer, não há necessidade de baixar arquivo nenhum a mais.
                    Além disso, ele é portable (portátil) portanto, e, se for o caso, você pode deixá-lo em um pendrive que ele vai abrir daí mesmo funcionando normalmente, ou, melhor ainda, descompactá-lo e fazer funcionar do seu computador, sem necessitar de nenhuma instalação. Méritos ao Blog do Birungueta que traz e transforma ele mesmo variadíssimos aplicativos em portáteis. É um tocador de origem coreana, provavelmente o melhor dos dias atuais e de graça. Ele vem, ainda, com uma novidade super legal: um dispositivo para melhoria do som e muitas outras funções, tudo já previamente integrados, o aplicativo IZOTOPE OZONE 4 (depois que estiver tudo funcionando, quando vc quiser acessar o Ozone, basta ir em configurações e clicar 02 vezes no plugin desse aplicativo (Izotope Ozone) para ele abrir normalmente.

                              PORTABLE KMPLAYER V. 3.0.0.1442 + SKINS + IZOTOPE OZONE 4 By BIRUNGUETA


                      
                       Ele é multilinguagem, tudo em português e, provavelmente, ao vc fazer funcionar já, automaticamente, escolherá a nossa língua. Entretanto, se isso não ocorrer, vá em configurações ou opções e marque esta escolha (português). Poderoso, bonito e fácil de usar, o KMPlayer é de longe uma das melhores opções de players multimídia. Além de falar português, é capaz de ler a maioria dos formatos existentes no mercado.
                    Problemas de compatibilidade, formatos que não rodam, erros sem explicação e a chatice de abrir um player diferente para ouvir música e assistir vídeos no computador. O KMPlayer acaba com isso e toca qualquer conteúdo.
                     A interface minimalista parece simples demais. Não se engane, recursos é que não faltam no KMPlayer. Clique com o botão direito do mouse sobre a interface para abrir o menu de contexto. Lá você encontra todas as funcionalidades. A lista de utilidades é enorme, mas está organizada de forma intuitiva para não se perder.
                     Configure a reprodução de áudio e vídeo, gerencie legendas de DVDs, ajuste o som com o equalizador. Além de tocar arquivos multimídia, pode usar o KMPlayer para capturar imagens e áudio durante a reprodução. Teste também os filtros e efeitos disponíveis para filmes e músicas.
                     Não se esqueça de remover qualquer versão anterior do KMPlayer antes de instalar a versão atual. Junte a potência de cada um dos players que conhece num só. O KMPlayer traz tudo e mais um pouco do necessário para transformar o PC no melhor centro multimídia.
                      Principais formatos compatíveis: AVI, WMV, MKV, MOV, MP3, MP4, OGG, MPEG1, MPEG2, 3GP, VOB, AC3, AAC, MPC, FLAC, AMR, WV.
                      Ozone 4 é um pacote de ferramentas profissionais para masterização de áudio, que permite que você consiga atribuir às suas mixagens um som profissional, polido e bem acabado. O premiado sistema IRC Loudness Maximizer da Ozone oferece a você um preenchimento e volume profissional à sua música, sem distorcer ou colorir seu mix. Um equalizador paragráfico de oito bandas combina precisão de fase linear com o som característico de equalizadores analógicos e permite a você, de forma inteligente, casar o som de seu mix com faixas de referência.
                 Endereço para download:
                    http://www.multiupload.com/HEEIHH9NSX

                    E agora, alguns comentários políticos, indicados no início:
                
Blog do Reinaldo Azevedo, em  26/09/2011


                   A verdade insofismável é que Dilma é ruim de serviço e angaria algumas simpatias só por não ser Lula; é um bom motivo, claro!, mas insuficiente. E a oposição baba na gravata...
                   Reportagem de ontem de O Globo mostrou que o governo federal executou só 0,5% do programa “Minha Casa, Minha Vida” e que a liberação de recursos para algumas das principais promessas de Dilma Rousseff para este ano não chega a 10%. Vocês já cansaram de ver a lista e a conta neste blog, certo?
                   Se vocês clicarem aqui, encontram uma lista de links para textos que tenho escrito a respeito desse assunto desde, atenção!, 31 de janeiro deste ano. “Pô, Reinaldo, a mulher estava no poder havia apenas 31 dias, e você já estava cobrando cumprimento de promessas?” Não! Naquele texto, tratei daspromessas que ela já não havia cumprido como “gerentona” do governo Lula e listei aquelas que ela certamente não cumpriria como presidente — ou melhor: não cumprirá.
                    Além de 2 milhões de casas até 2014 (e vocês têm de se lembrar do outro milhão anunciado no governo Lula), a presidente prometeu para este ano:

                    3.288 quadras esportivas em escolas;


                    1.695 creches;


                    723 postos de policiamento comunitário;


                    2.174 Unidades Básicas de Saúde;


                   125 Unidades de Pronto Atendimento.


                   Pois bem, no “Minha Casa, Minha Vida”, executou-se apenas 0,5% do previsto; nos demais casos, a liberação não chega a 10%. Já demonstrei hque, no ritmo que o governo federal entrega as casas, serão necessários 26 anos para cumprir a promessa dos 3 milhões de moradias. Ontem, a Folha noticiou que, na base da pura canetada, a Infraero aumentou o número de passageiros/ano dos 13 aeroportos da Copa em estupendos 107 milhões. Foi assim, num estalo de dedos: “Ooops, erramos as contas!”


                  Ruim de serviço


                 A verdade insofismável é que Dilma é ruim de serviço pra chuchu. Já era, não custa lembrar.


                1 - Foi a gerentona no governo Lula e assistiu impassível ao estrangulamento dos aeroportos. Nada fez! Ou melhor, fez, sim, uma coisa muito ruim: bombardeou as propostas de privatização. Depois teve de correr atrás do capital privado, na bacia das almas.


                  2 - O marco regulatório que inventou para a privatização das estradas federais enganou o Elio Gaspari direitinho — e todos os “gasparzinhos” que tentam imitá-lo—-, mas não conseguiu fazer o óbvio: duplicar rodovias, melhorar o asfalto, diminuir o número de vítimas. Cobra um pedágio “barato” para oferecer serviço nenhum. Ou seja: é caro demais! Um fiasco completo!


                 3- O Brasil foi escolhido para a sede da Copa do Mundo há 47 meses. Em apenas nove, de abril a dezembro de 2010, ela esteve fora do governo. Era a tocadora de obras de Lula e é a nº 1 agora. E o que temos? Seu governo quer uma espécie de AI-5 das Licitações para fazer a Copa. Quanto às obras de mobilidade, Miriam Belchior entrega o jogo: melhor decretar feriado.


                 4 - Na economia, há um certo clima de barata-voa. Posso não compartilhar das críticas, a meu ver exageradas, ao corte de meio ponto nos juros estratosféricos, mas isso não quer dizer que eu note um eixo no governo. A turma me parece até um tantinho apavorada. A elevação do IPI dos carros importados é um sinal de que estão seguindo a máxima de que qualquer caminho é bom para quem não sabe aonde vai. A Anfavaea foi mais eficiente no lobby. Cumpre aos outros setores fazer também o seu chororô. O único que vai perder é o consumidor…


                 5 - Na seara propriamente institucional, Dilma deixa que prospere o debate da reforma política como se ela não tivesse nada com isso. Parece Obama referindo-se aos políticos como “o pessoal de Washington”. Ela poderia dizer: “O pessoal de Brasília”…


                  6 - Abaixo, Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, afirma que o governo vai tentar, sim, um novo imposto para financiar a Saúde — a presidente prometeu de pés juntos que o governo não recorreria a esse expediente.


                  7 - As promessas na área social para seu primeiro ano de governo naufragaram, como se vê acima. Não vai entregar as UPAs, as quadras, as casas, os postos policiais…


                  Não obstante, a presidente tem angariado algumas simpatias mesmo em setores não exatamente entusiasmados com o petismo. É compreensível. A gigantesca máquina de propaganda, como sempre, atua com grande competência. Mas não responde sozinha pelo “sucesso”. A oposição no país, excetuando-se alguns guerreiros isolados, é sofrível, beirando o patético. Tornou-se refém dos pedidos de investigação das denúncias de corrupção. Como a presidente pôs na rua alguns valentes, mais fatura ela com a “faxina” dos que seus adversários com as acusações. Falta uma agenda — quando não sobra, sei lá como chamar, “adesismo tático” que se finge de estratégia.


                  O que pensam mesmo sobre as ações do governo os candidatos a líderes do PSDB? Parece que, no momento, organizam um seminário, ou coisa assim, para exumar as virtudes do Plano Real e coisa e tal. Eu sou o primeiro a afirmar, e o faço há uns 10 anos, que as conquistas do governo FHC têm de ser exaltadas — mas daí a transformar em aríete da luta política vai uma grande diferença. Como fica claro, é uma batalha que vem com 10 anos de atraso. O partido espera apresentar uma resposta para os problemas de 2011 quando? Em 2021? O DEM tem espasmos de acerto aqui e ali, mas consegue ser mais notícia tentando criar dificuldades para o PSD do que facilidades para si mesmo.


                  Como Dilma pode estar cercada de incompetentes, mas não de estúpidos — longe disso!—, percebeu que o desgaste junto ao tal “povão”, se vier, está distante, com o país funcionando quase a pleno emprego e ainda consumindo bem. A inflação preocupa, sobretudo porque é visível que eles não sabem o que fazer, mas nunca ninguém viu massas saindo às ruas por causa de 6,5% ou 7%. Como disse a ministra Ideli Salvatti na entrevista ao Estadão (ver abaixo), “a gente vai levando…” Os chamados setores médios estão sendo conquistados pela pose de austera da soberana, por seu decoro no poder — que é real se comparada a seu antecessor — e por não endossar certas boçalidades da tropa de choque lulo-petista no subjornalismo. Na ONU, ao falar de seu compromisso com o combate à corrupção, exaltou, e com justiça e justeza, o trabalho da imprensa — aquela mesma que a ala metaleira do PT quer debaixo de chicote.

                   Assim, uma das “virtudes” de Dilma consiste em não ser uma especuladora, não pessoalmente ao menos, contra as instituições, como é Lula. É claro que, estivéssemos com os meridianos democráticos bem-ajustados, a defesa que o Apedeuta fez, em pleno Palácio do Jaburu, de uma Constituinte só para fazer a reforma política — tese de óbvio sabor chavista — requereria uma fala da Soberana. Mas dela nada se cobra. Do mesmo modo, teria de falar se endossa o financiamento público de campanha do modo como o propõe seu partido: uma patranha para encher os cofres do PT e estrangular a oposição. Nada! Parece que o país em que se debate a reforma política não é aquele que ela preside.


                Lá com os seus botões, Dilma deve pensar: “Governar o Brasil é bolinho; nem é preciso acertar. Eenfrentar a oposição é fácil; difícil é aturar a base aliada”…

            Por Reinaldo Azevedo
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                 Guilherme Fiuza



                                        Dilma no circo da ONU
 23/09/2011


              O Brasil é a maior diversão. Na pantomima da Assembléia Geral da ONU, o país apareceu de novo com uma novidade.
               Depois do presidente-operário, a presidente-mulher. Mais um número infalível. Nunca antes na história da ONU uma mulher abriu a sessão da Assembléia Geral etc etc.
               E quem é esse grande ícone feminino que entrou para a história da diplomacia internacional?
               Segundo a revista “Newsweek”, em matéria de capa, Dilma Rousseff é uma comandante tão severa que já teria feito burocratas do Estado caírem no choro.
               A revista americana diz também que a temida presidente brasileira espanou os corruptos e os substituiu por pessoas de sua confiança, sempre lideradas por outras mulheres.
               “Não mexam com Dilma” é o título da reportagem. Mas poderia ser também: “A Mulher Maravilha da Newsweek”.
               Melhor não contrariar. Não daria para botar a super Dilma na capa se a história fosse contada direito: os corruptos demitidos eram as “pessoas de sua confiança”, ou da confiança de seu padrinho.
               E a mulher escolhida por Dilma para liderar seu governo era Erenice, a rainha do tráfico de influência.
               A comandante durona que, na literatura da “Newsweek”, leva marmanjos às lágrimas, na vida real é a presidente desnorteada, que dedica seu primeiro ano de governo à partilha de cargos entre os companheiros – e nas horas vagas demite os que a imprensa desmascara.
               Em Brasília, Dilma declarou que a limpeza não seria pautada pela imprensa. Em Nova York, declarou que a imprensa é vital para a limpeza.
               No Brasil, seu partido ruge pelo “controle social” da mídia e ela se cala. Na ONU, se apresenta como militante da liberdade de expressão.
               É um conto de fadas que o circo da diplomacia internacional adora.
               Dilma Rousseff se encaixou com perfeição na Assembléia Geral da ONU. Numa reunião tradicionalmente inútil, fez seu discurso tradicionalmente insípido.
               Dentre as pérolas de estadista-mulher estava um diagnóstico, por assim dizer, sensível da crise mundial: a falta de soluções “não é por falta de recursos financeiros” dos países ricos, “é por falta de recursos políticos”.
              Era a idéia que faltava para o mundo deixar de bobagem e espantar a crise.
              Sobre economia brasileira, disse à “Newsweek” que foi possível baixar os juros porque o país tem “um Banco Central rígido”.
               Sabendo que o “Banco Central rígido” foi estuprado pelo populismo e obrigado a baixar os juros na marra, a revista poderia ter publicado a declaração de Dilma como piada.
               Mas preferiu fingir que acreditou, para não atrapalhar o mito da capa.
               Dilma foi um sucesso na ONU. Não disse nada de relevante e saiu com o figurino de Margareth Thatcher da esquerda que puseram nela.
               O show tem que continuar. Deixem as agruras da vida real para os palhaços e os contribuintes, ou vice-versa.



                             


domingo, 18 de setembro de 2011

O Sarney manda no Brasil do século XXI!

                      Ah, como ter paciência? Sarney, sim, aquele mesmo que Lula achava ser um "brasileiro incomum", melhor que todos nós, vis mortais, e que continua mandando em sua "capitania hereditária (o Maranhão)", agora estendeu isso a todo o Brasil. O próprio PMDB está achando ridículo que ele, que governou e continua governando(através da filha, Roseana) o 1º ou 2º mais pobre Estado brasileiro, há pelo menos 40 anos (razão da pobreza do Estado?) mande e desmande no primeiro escalão do Governo de Dilma; infelizmente, está acontecendo. Ter colocado como Ministro do Turismo aquele tal de Pedro Novais, velhinho sem-vergonha no último, foi um achincalhe. Agora, de novo, ele nomear um tal de Gastão (nome apropriado, não???), cujo principal predicado é ser da sua "máfia", da turma do Sarney do Maranhão, de novo, é achar que todo o povo brasileiro é parvo total.
                         Novamente, o repórter e blogueiro Augusto Nunes, da revista Veja, tece alguns comentários irretorquíveis:

                             "Sugerida por Lula e encampada por Dilma Rousseff, a instalação de Antonio Palocci na chefia da Casa Civil foi mais uma ideia de jerico da dupla que inaugurou o Brasil Maravilha do cartório. Não é pouca coisa entregar o cargo de primeiro-ministro a um estuprador de sigilo bancário que virou traficante de influência. Pois poderia ter sido pior: se as denúncias de VEJA não tivessem desmontado a quadrilha em ação no 4° andar do Palácio do Planalto, formada por filhos, parentes e agregados de Erenice Guerra, a melhor amiga de Dilma Rousseff continuaria acampada no gabinete que teve de abandonar em 16 de setembro de 2010.
                           Faz exatamente um ano que a chefe do bando aceitou deixar a chefia da Casa Civil em troca da mudez premiada ─ uma brasileirice que livra da demissão por justa causa, de temporadas na cadeia e da devolução do dinheiro criminosamente tungado quem não revela os nomes dos mandantes, comparsas ou padrinhos. Erenice, por exemplo, topou esquecer a montagem do dossiê cafajeste sobre Fernando Henrique e Ruth Cardoso, o teor da conversa semiclandestina entre Dilma e Lina Vieira e outras bandalheiras que produziu em parceria com a atual presidente. Em contrapartida, pôde fingir que pediu demissão, voltar para casa sem escalas em delegacias ou tribunais e gastar sem sobressaltos a fortuna arrecadada com taxas de sucesso e outros codinomes da velha negociata. Na festa da posse, voltou ao local do crime como convidada especial.
                       Passados 12 meses, o grande viveiro de desmemoriados de nascença e amnésicos por vigarice faz de conta que nunca existiu uma Erenice, muito menos a terna amizade que desqualifica Dilma Rousseff para o papel de defensora da moral e dos bons costumes. A mãe de Israel Guerra deve achar divertida a fantasia da presidente com uma vassoura na mão. E decerto considerou tão previsível quanto a mudança das estações a anexação do Ministério do Turismo à capitania hereditária do Maranhão. Erenice sabe que Dilma faz o que José Sarney deseja desde os tempos da Casa Civil. Foi ela quem articulou a audiência em que a chefe recomendou a Lina Vieira que a Receita Federal tratasse com muita gentileza as trapaças fiscais da Famiglia.
                       Os que veem as coisas como as coisas são, esses só enxergaram a saída de um protegido de Sarney e a entrada de outro protegido de Sarney. Como boa parte da imprensa não costuma contentar-se com fatos, muitos jornalistas voltaram a vislumbrar a faxineira que nunca houve, agora exigindo do PMDB a indicação de um deputado sem prontuário por sofrer de alergia a gatunos. Os laços que prendem Dilma a Erenice e Sarney implodem a falácia. Quem engole sem engasgos afilhados ou exigências de Madre Superiora engole o que vier. Quem conviveu tão docemente com uma meliante juramentada é capaz de achar que Fernandinho Beira-Mar não seria um mau genro.
                             Dilma pediu ao PMDB que escolhesse a menos constrangedora das folhas corridas não por critérios éticos, mas por motivos práticos: é preciso fazer com que os nomeados durem mais tempo no cargo. Neste 16 de setembro, nem teve tempo para chorar a partida de Erenice, consumada um ano atrás: precisava aplaudir e explicar a chegada de Gastão Vieira. Com o despejo de Pedro Novais, foi atingida a marca extraordinária: a cada 25 dias, um ministro desocupa seus aposentos. A altíssima rotatividade pode ter produzido uma reforma administrativa vergonhosa até para os padrões da Era da Mediocridade.
                            Em vez de uma presidente no comando do ministério, o Brasil tem uma gerente tentando descobrir como se administra um primeiro escalão que lembra o mais barato dos motéis.
                           O novo ministro do Turismo se chama Gastão – homenagem sem graça ao país da piada pronta. Nem o mais fanático leitor de jornais, daqueles que devoram editais, obituários e classificados, jamais encontrou, nos últimos 20 anos, a mais remota referência a seu nome ou figura num rodapé de página– muito menos no mesmo parágrafo da palavra Turismo.
                           E após sua estreia fisionômica nos jornais de hoje, afaste-se de imediato a tentação politicamente incorretíssima de evocar a teoria lombrosiana. Nem nela Gastão se encaixa: feição mais comum, impossível — um despercebido permanente, até aqui amalgamado ao barro grosso do baixo clero da Câmara. Leu-se hoje, ao lado da foto inédita e da notícia espantosa de sua nomeação como ministro de Estado, que está no quinto mandato como deputado federal, é advogado e mestre em direito, milita na área de educação e é torcedor do Sampaio Corrêa. Agora, com todas as prerrogativas do melhor cargo de sua vida, assinará cheques, nomeará pessoas, controlará verbas vultosas.
                              O fato de ser um absoluto desconhecido da opinião pública e de não apresentar nenhuma credencial para o cargo não teve o menor peso no nihil obstat de Dilma – porque Gastão é deputado do PMDB do Maranhão e, desnecessário dizer, embora os jornais de hoje redundem na informação para os desavisados, “pertence ao grupo do senador José Sarney”.
                              É o grupo do mais impune dos brasileiros que afronta o país com sua liberdade plena para tomar de assalto parte da administração federal e desviar dinheiro público. É o grupo que teve o desplante de impor a Dilma, no começo do seu governo, um homúnculo moral como Pedro Novais, agora substituído por Gastão. O defeito de Novais não era em absoluto a velhice, mas a velhacaria e a assombrosa mediocridade de sua existência – plenamente confirmada em oito meses penosos à frente do Ministério do Turismo.
                              O Turismo, pasta absolutamente inútil para o desenvolvimento desse setor no país, mas resort burocrático com extraordinário potencial para um tour “all inclusive” às falcatruas da classe política brasileira, é da “cota” do PMDB. Não vale um décimo das diretorias da Petrobras também ocupadas por peemedebistas, em termos de oportunidade de negócios, mas é da cota, e o que é combinado não é caro.
                              Em nenhum momento, por um laivo de consciência ou de ínfimo pudor, nem por uma estratégia política para compensar o desatino da indicação anterior de Novais, os próceres do PMDB pensaram em deixar Dilma à vontade – se ela quisesse essa liberdade – para apontar ou pelo menos cogitar de alguém do ramo, fora da cota para larápios. Michel Temer, fiador do contrato de aluguel do PMDB com Dilma, não admitiria esse gesto de brasilidade. Voltou de um período de vilegiatura particular na Bahia, com um desarranjo intestinal que contraindicava até um pigarro, para fazer força por Gastão. É como se Novais não tivesse contado.
                              Quando estourou o escândalo da Operação Voucher, Sarney fez que não era com ele. Só conhecia Novais de vista – e para se ter vista de Pedrinho, com seu 1m46 de altura, era preciso chegar bem perto. Sarney se afastou. Era como se dissesse: “Esse não valeu”. Agora, com Gastão, preenche-se a lacuna que existia desde a posse de Pedro Novais.
                              Pelos primeiros sermões de Vieira hoje na TV, o novo ministro é troncho e igualmente medíocre – traços genéticos dos sarneyzistas. As outras características do DNA do grupo virão a seu tempo – cabendo a vigilância à imprensa naturalmente e Dilma, que em absoluto se sentiu incomodada com as reinações de Pedrinho e com mais um ministro da legenda que cai no valão dos malandros, foi prestigiar o seminário do PMDB, e agradeceu, daquele seu jeitão destrambelhado, o “apoio” do partido a seu governo.
                              A presidente dá, todos os dias, prova de seu despreparo acintoso para o cargo – mas pelo menos ainda tentava mostrar um certo pendor pela autoridade de seu mandato. Ao ceder de novo à chantagem do PMDB, na qual o ministério do Turismo é só uma ponta minúscula, ela mostra também uma profunda ignorância política.
                              Governos de coalizão, como supostamente é este, de Lula/Dilma, são próprios de regimes parlamentaristas – onde a responsabilidade de mando e poder é compartilhada entre as forças que o apóiam, inclusive em eventuais desastres. Num sistema presidencialista, a divisão do governo ao nível de partilha entre políticos que se comportam como predadores de uma empresa privada, ávidos por lucros, gera uma situação esdrúxula: o bônus é dos acionistas – Sarney, Temer e companhia bela. O ônus pelas indicações cegas, sem filtro protetor, é todo do presidente. O Brasil é hoje o único país do globo com essa patológica dinâmica de poder.

                               Quem perdeu mais com as travessuras de Pedrinho Novais: Dilma ou Sarney?"