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Pitanga, Pr, Brazil
Educação Formal Universitária: 2 Cursos (em áreas distintas); 2 Especializações; 1 Mestrado.

domingo, 17 de abril de 2011

Chegando de Viagem

              Estive em viagem hoje para prestar as últimas homenagens a um homem íntegro, da cidade de Piraí do Sul, daqueles antigos e que, a seu jeito, mostraram sempre ser um poço de sabedoria espontânea, natural. Faleceu naquela cidade o avô de meu genro, Dr. Denis, e senti-me na obrigação de dar a ele e a seus familiares um último adeus - isso sempre é muito doído, mesmo que a pessoa já esteja com idade um pouco mais avançada. É, a humanidade não consegue ainda hoje, com todo o avanço científico, administrar de alguma maneira, essa inexorabilidade da morte.
             
                Não estou com muita "cabeça" para fazer uma postagem; no entanto, quero indicar aos jovens e também aos seus pais e familiares a leitura do Blog do Reinaldo Azevedo (escreve para a revista VEJA), para observarem o que é a insensatez de um político (só que esse não é "qualquer um" político, e sim, o Deputado Federal do PT e líder do Partido na Câmara Federal, o Dep. Paulo Teixeira, de SP).
                 Leiam com atenção a postagem do jornalista Reinaldo Teixeira, com o endereço logo abaixo
                   

             e também vejam o vídeo postado no YouTube de uma entrevista que esse Líder do PT deu a um site a favor da legalização da maconha, no seguinte endereço

                      Não dá para acreditar que, com tudo com o que está acontecendo no Brasil, com o avanço da criminalidade (que tem muito a ver com a falta de política de Governo contra as drogas, na prevenção e contenção do uso das mesmas), tenha um sujeito e Deputado Federal, líder de seu Partido, que saia com tais asneiras...
                     
                                  Não, isso não é o fim do mundo (mas parece), mas tem que ser dado um basta bem vigoroso a esse tipo de gente.

          

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Canção de Mahamudra- complementação da 1ª parte.

            Para aqueles que estão chegando agora: se gostar e quiser entender melhor o Budismo Tântrico e a Canção de Mahamudra, do Buda Tilopa, procure nas postagens anteriores por mais informações...

            Lembre-se sempre: o visível jamais é a raiz. A raiz sempre permanece invisível, a raiz está sempre oculta. Nunca lute contra o visível, pois estará lutando contra sombras. Será em vão, só com isso não poderá haver nenhuma transformação em sua vida. Os mesmos problemas aflorarão novamente, novamente e novamente. Observe sua própria vida e verá o que eu quero dizer. Nao estou falando de teoria alguma sobre a mente, mas sobre a "artificialidade" da mente. Este é o fato: é preciso resolver a mente.

            Pensamentos individuais existem, mas seu movimento é táo rápido que não se pode ver brechas entre eles. Os intervalos entre eles não podem ser vistos porque não se está consciente e alerta; precisa-se de uma visão interior mais profunda. Quando seus olhos puderem ver profundamente, verá, subitamente, um pensamento, outro pensamento e ainda um outro pensamento, mas não verá a mente.

           Pensamentos reunidos, milhões de pensamentos, dão a ilusão de que a mente existe: como uma multidão, milhões de pessoas em pé, em multidão; há tal coisa, uma “multidão”? Pode-se encontrar a “multidão” separada dos indivíduos que ali estão? Mas estão reunidos e a reunião faz com que se sinta que existe algo que é “multidão” — mas só indivíduos existem.

           Este é o primeiro olhar interior para a mente. Observe e encontrará pensamentos, mas nunca vai se deparar com a mente. E, se isso se tornar uma experiência sua — não porque alguém está dizendo, não porque Tilopa canta a esse respeito, só isso não ajudaria muito —, mas se isso se tornar a sua própria experiência, se isso se tornar um fato de seu
próprio conhecimento, então, subitamente, muitas coisas começarão a se modificar. Porque terá compreendido algo tão profundo sobre a sua mente, que muitas coisas podem seguir-se a isso.

           Observe a mente e veja onde ela está, o que ela é. Vai notar pensamentos flutuando e intervalos. E, se observar por bastante tempo, verá que os intervalos existem em maior número do que os pensamentos, porque cada pensamento precisa estar separado de outro pensamento. De fato, cada palavra precisa estar separada de outra palavra. Quanto mais profundamente se for, mais e maiores brechas serão encontradas. Um pensamento flutua e, então, surge uma brecha onde não existe pensamento. Então surge outro pensamento e outra brecha se segue.

            Se estiver inconsciente, não se poderá ver os intervalos, as brechas. Salta-se de um pensamento a outro e nunca se verá a brecha, o intervalo. Se se tornar consciente, verá cada vez mais brechas. Se se tornar perfeitamente consciente, então, milhares de intervalos serão revelados.

                 E nesses intervalos, acontece o satori.

                 Nesses intervalos, a Verdade bate à sua porta.

                 Nesses intervalos, o hóspede vem.

                 Nesses intervalos, Deus é compreendido,

                 ou a forma, seja lá qual for, em que se expresse tal coisa.

                 Então, a percepção é absoluta,

                 então, haverá apenas um vago intervalo de desligamento.

              Observe as nuvens: as nuvens movem-se e podem ser tão densas que não se consegue ver o céu através delas. A vasta extensão azul do céu está perdida e fica-se coberto pelas nuvens. Então, continue a observar: uma nuvem se move e outra ainda não chegou ao seu campo de visão — subitamente, há um ponto na vastidão azul do céu.

             O mesmo acontece interiormente: cada um é a vastidão azulada do céu, e os pensamentos são nuvens pairando em torno de si, entrando em cada um. Mas os intervalos existem, o céu existe. Ter um vislumbre do céu é satori; tornar-se o céu é samadhi. De satori a samadhi, todo o processo é uma profunda visão interior para a mente; nada mais.

             Em primeiro lugar: a mente não existe como uma entidade; apenas os pensamentos existem. Em segundo lugar: os pensamentos existem separados de si; não são ligados à sua natureza. Eles vêm e vão – a gente permanece, persiste. Cada um é como o céu: nunca vem, nunca vai, está sempre ali. Nuvens podem ir e vir, são fenômenos momentâneos. Mesmo que se tentasse agarrar-se a um pensamento, não o poderia reter por muito tempo. Ele tem de ir, tem seu próprio nascimento e morte. Os pensamentos não são seus, não lhe pertencem. Chegam como visitantes, hóspedes, mas não são o hospedeiro.

        Observe mais profundamente e se tornará o hospedeiro e terá os pensamentos como hóspedes. Como hóspedes, eles são belos; mas esquece-se completamente que cada um é o hospedeiro, e eles se tornam os hospedeiros e fica-se em confusão. Isso é o inferno. A pessoa é o dono da casa, a casa lhe pertence, mas os hóspedes se tornaram donos. Receba-os, cuide deles, mas não se identifique com eles; de outra maneira, eles se farão os senhores.

         A mente torna-se problema porque toma-se os pensamentos tão profundamente, dentro de si, que esquece-se por completo a distância, o fato de eles serem visitantes, de irem e virem. Lembre-se, sempre, AQUILO que é duradouro: o que é a sua natureza, o seu Tao. Fique sempre atento ao que nunca vem e nunca se vai, tal como o céu. Mude o entendimento: não faça dos visitantes o seu foco; permaneça enraizado no hospedeiro. Os visitantes vão e vêm.
          Há, naturalmente, bons e maus visitantes, mas não precisa preocupar-se com eles. Um bom hospedeiro trata todos os hóspedes da mesma maneira, sem fazer distinções. Um bom hospedeiro é apenas um bom hospedeiro: quando um mau pensamento surge, ele trata o mau pensamento da mesma forma como trataria um bom pensamento.

          Não é de sua competência julgar o pensamento bom ou mau.

         Que se está fazendo quando distingue-se este pensamento como bom e aquele como mau? Está se trazendo o bom pensamento para mais junto de si, e empurrando para longe o mau pensamento. Mais cedo, mais tarde, estará identificado com o bom pensamento, que passará a ser o hospedeiro. E qualquer pensamento, quando se torna hospedeiro, cria sofrimento — porque não é a verdade. O pensamento é um simulador, e a gente se identifica com ele. A identificação é doença.

           O cientista (e filósofo, religioso) Gurdjieff costumava dizer que só uma coisa é necessária: não se identificar com o que vem e vai. A manhã vem, depois dela o meio-dia, vem a tarde, e todos eles se vão. Chega a noite e, novamente, a manhã. A gente permanece — não como mente, porque isso também é um pensamento, mas como pura percepção. Não o seu nome, porque isso também é um pensamento; não sua forma, porque isso também é um pensamento; não seu corpo, porque um dia compreenderá que também ele é um pensamento.
           Apenas pura percepção, sem nome, sem forma: somente a pureza, somente o que não tem forma nem nome, somente o próprio fenômeno de estar consciente – só isso é duradouro.



segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Canção de Mahamudra - continuação.

                  É fundamental que seja bem entendida uma primeira coisa, para que o Budismo Tântrico possa ser bem assimilado: o problema-chave de todos os problemas é a própria mente. Portanto, devemos começar por entender o que vem a ser mente, de que ela é feita, se é uma entidade (algo que realmente existe), ou é apenas um processo, se é substancial (feita de alguma matéria, substância) ou é apenas ideal (uma concepção de nosso intelecto). Não conhecendo bem a mente, não se pode resolver, a fundo, nenhum dos problemas da vida.
                    Na realidade, não existe problema individual: a mente é o problema. Ácha-se que se resolve algum problema, mas de nada adiantará, se a raiz, a chave deles, permanecer intocada. É como cortar os galhos de uma árvore, podando as folhas, sem desenraizá-las: novas folhas virão, novos galhos, mais fortes provavelmente, virão. E as pessoas lutam, esforçam-se, desperdiçam tempo, energia e a árvore (os problemas) continua crescendo, aumentando. Por isso, Tantra afirma: a própria mente é o problema.
                    Entretanto, ela é a raiz dos problemas, até porque está oculta, subterrânea, a mente não é aparente. O visível, o problema que se vê, esse não é o problema, realmente- a raiz do problema, a mente, permanece oculta. De nada adianta lutar contra o visível, porque é o mesmo que estar lutando contra sombras- será em vão, vai-se estar lutando contra "fantasmas", praticamente, e isso não transformará a essência da vida de ninguém.
                    Outro entendimento que se faz necessário é que a mente nunca é pacífica, acomodada. A Mente, em si, nunca pode ser pacífica, silente. A própria natureza da mente é estar tensa, confusa. Ela nunca é clara, não tem clareza, pois, por natureza, ela é confusão, nevoeiro. Paz, na realidade, é a "não-mente". A clareza, a paz, o silêncio, estes só são possíveis sem a mente, ou, então, com a "não-mente".
                     Na próxima postagem, tentarei falar dos pensamentos, como eles agem e a sua natureza dentro da mente. Essa postagem certamente será muito interessante...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Comentário e mais aulas para alunos!

                E o Brasil todo está estarrecido com os acontecimentos de ontem, na Escola Tasso da Silveira, no Realengo, Rio de Janeiro. Não é para menos...Nunca tivemos algo com tamanho grau de perversidade, pois o ataque foi premeditado e dirigido contra crianças apenas. Apesar da dor legítima pela perda de tantos inocentes e, agora, com profundo sentimento de pesar a todos os familiares envolvidos, é necessário que, de maneira racional, teçamos alguns comentários, também necessários nessa hora.
                Uma coisa que dá o que pensar é que, segundo o relato de alguns adolescentes da Escola, havia no cabo de uma das armas usadas pelo criminoso,a inscrição "ada capeta", sendo que esse ada, no Rio, é inicial de uma das facções criminosas lá plenamente atuantes ainda, apesar de toda a onda em cima da "Polícia Pacificadora", aquela que espanta os bandidos antes de invadir. Será que ele agiu sozinho, teve algum treinamento extra com armas, teve a ajuda de algum comparsa, etc... coisas que, por certo, a Polícia deverá investigar.
                Outra coisa é o Governo Federal, ao meu ver, equivocar-se em, de imediato, jogar a comparação, segundo a própria Presidente Dilma, com fatos ocorridos em outros países: "Isso não é coisa da nossa característica", segundo noticiou a mídia. Claro que ela se referia, principalmente, aos Estados Unidos. Só que lá, apesar de fatos desse tipo serem mais comuns que aqui, tem um índice de 6,8 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto que no Brasil é de 26 mortes violentas, por 100 mil habitantes...
                 E a outra é, de imediato, vir o ministro da Justiça prometer mais campanhas de desarmamento, dificultar mais o acesso a armas, mesmo comprovadamente para a defesa pessoal e da propriedade, pela população. É claro que inidivíduos desse tipo, assassinos psicopatas (pelo que parece), não compram armas de maneira legal, não é mesmo??? Vai acontecer o de sempre: com isso, o Governo tira o corpo fora: "ah, a culpa é da população, que tem muita arma..." e vai acabar dificultando ainda mais o acesso e a possibilidade de as pessoas de bem, poderem (direito dado pela Constituição) prover a sua segurança e de sua família.

                    Atenção, prezados alunos! Abaixo estou postando 02 links para os conteúdos de LITERATURA, que serão usados nas próximas aulas!!!

      1) 1ª Aula de Literatura (será usada em 2 a 3 aulas).


      2) Textos complementares para essas aulas.


               Na próxima postagem, neste fim de semana, retornarei com comentários sobre "A Canção de Mahamudra", de Tilopa.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mais Aula para o Cursinho da Escola João Paulo

               Estou fazendo rapidamente esta postagem apenas  para acrescentar mais um link para aulas do Cursinho, Língua Espanhola, que começará hoje.

      http://dl.dropbox.com/u/25177629/1%C2%AA%20Aula%20CursinhoEspanhol.doc

               Gente, o site para Armazenamento Virtual que estou usando, o DROPBOX, além de ser gratuito até 2 Gigas, é espetacular, muito bom mesmo: simplicidade e compartilhamento fácil, cumpre tudo o que promete.

domingo, 3 de abril de 2011

Espanhol, Escola João Paulo, Línguas.

            Atenção seguidores do Blog, alunos de Espanhol (daqui alguns dias tb de Literatura) de Cursinho Preparatório e a quem interessar: estou disponibilizando este material das aulas e estudos no site DROPBOX, excelente para quem, como eu, queira compartilhar arquivos em site virtual. Estive testando e estudando vários outros (Adrive, Skydrive, IGVirtual, BRturbo virtual, etc... e todos têm muitas limitações, apesar de alguns possuírem capacidade maior de armazenamento virtual).
             Nenhum se iguala ao citado acima. A quem desejar fazer os downloads, copie e cole os endereços em algum "browser" de sua preferência, depois de baixado o arquivo zip ( tive que compactar todas as pastas, ou "folders"), abrir com o WINZIP ou WINRAR. Tudo deve funcionar sem instalação, pois deixei "portables": tem que procurar os arquivos próprios "exe".

       1) Software: CONJUGA

    Como diz o nome, é para Conjugação Verbal em Espanhol.

          Tem 02 problemas: por ser "trial" (para teste e pq eu não consegui o serial dele...), só aparecem 10 verbos para serem conjugados, ou deve-se comprar a versão paga. Como trial funciona bem.

        O link da web para baixá-lo do site Dropbox é:


   2) Software: DIC ESP 03 IDIOMAS (Português, Espanhol e Inglês.)

              É um tríplice Dicionário da UOL (Espanhol, Português e Inglês). Depois de descompactar em alguma Pasta de sua escolha, preferencialmente em C:, não instale e abra a Pasta WDIC. Nessa, procure o arquivo WDIC.EXE, dê 02 cliques e deverá funcionar.

      O link é:


    3) DIC ESP c Conj.Verbal.

            Depois de baixar e descompactar, clique 02 vezes e vai abrir o folder com uma nova pasta MEESP. Novamente clique 02 vz e, para abrir o Dicionário com conjugador verba,. clique 02 vz em DICMEESP.EXE.

      O link para baixar é:



        4) DICTIONARIES 7 Languages Portable

                 Igual. Só baixar, descompactar e clicar 02 vezes em "Portable Dictionaries". Não é muito completo, mas trabalha com 07 idiomas: Deutsch (Alemão), Português, Francês, Castelhano (Espanhol), Catalão, Italiano e Inglês.

O link é:



      5) DIC MICHAELIS 03 Idiomas:
             depois de feito o download, salvado em C: , dar 02 cliques em WDIC e, após abrir a nova aba, dar 02 cliques em WDIC.EXE.

      É um dicionário 03 idiomas bem mais completo.

          Link para baixar:


           6) PORTABLE KMPLAYER: recomendo baixar. É, na realidade, o melhor (ou um dos melhores) players multiuso (serve para música, vídeo, filme, DVD, etc...)- é de origem coreana mas este está em Português. Mesma coisa que os ZIP anteriores: descompacte e coloque em alguma pasta em C: - depois mande fazer atalho para o desktop e use o "bicho"- excelente este KoreanMediaPlayer!!!

             O link é:



          7) THE ROSETTA STONE: esta é a parte de instalação do software, necessária para quem quiser completar depois com as linguagens que preferir. Tem mais de 30 línguas, é o preferido pelos EUA e suas embaixadas, pela CIA, FBI, etc... no aprendizado de línguas. Daqui há alguns dias vou colocar Espanhol, Inglês e Francês. Só que as línguas só funcionarão em DVDS, em PC onde tenha driver de DVD.

          Depois de descompactar, colocar em C: , abrir a pasta "The Rosetta Stone", dar 02 cliques e novamente 02 cliques em TheRosettaStone.exe.

           Transformei em PORTABLE e deverá funcionar.

        O link é:



               8) ESCOLA JOÃO PAULO. Nesta pasta (folder) zipada também, estão assuntos diretamente ligados às aulas da Escola João Paulo. Baixem (salvem em algum lugar, pasta) todos os arquivos porque serão usados nas aulas. Os arquivos mp3. são brinde... Músicas espanholas.

         Link para baixar:



                    Abraços do 

                                       Renato

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um Brasil Inacreditável!

                       Aquele que vive aqui, “o pacato cidadão”, de modo geral, e que procura tecer alguma análise crítica séria sobre o Brasil, convive e se depara com situações absolutamente absurdas. Infelizmente, continuamos sendo a terra do “levar vantagem”. Isso já impregnou a nossa cultura. Porque acontece isso? Tem muito a ver com as totais possibilidades de impunidade, com a maneira de os 03 Poderes se portarem, sem dar a mínima para a opinião pública, haja vista o noticiário de agora, tanto sobre as críticas do Ministro da Justiça, como se continuasse sendo oposição, à criminalidade, como à entrevista da Presidente ao órgão de imprensa português, mostrando, repórter e Presidente, total desconhecimento dos fatos comentados (por exemplo, sobre o número de pessoas desaparecidas na Ditadura: “milhões ou milhares!!”). As grandiosas obras do PAC, cantadas e glorificadas pelo ex-Presidente como “as tsunami” do alvorecer de um novo Brasil e, hoje se vê, não passaram de marolinhas- na maior parte delas do investimento apregoado, não se usou nem 10%...

                      E aí tem para todos os gostos: O palhaço e Deputado Federal Tiririca, nomeando seus parceiros que moram em São Paulo, para cargos de confiança, ou também, o deputado Jair Bolsonaro, com a estéril polêmica com a cantora Preta Gil. Todos e muitos outros diuturnamente repetidos, acontecem porque nós, povo brasileiro, perdemos a capacidade de indignação e de reação e é esse o ambiente apropriado, como que cultivado, para o aparecimento de todo tipo de autoritarismo, seja de Governo, autoridade, ou do mais forte, pelo poder econômico.
                      
                     E essas coisas, que a princípio parecem distantes do dia a dia de cada um de nós, se a gente prestar mais atenção, vai se ver que estão acontecendo com muita frequência e, de acostumados, às vezes nem notamos.
                    Algum tempo atrás, mais precisamente em 19 de janeiro deste ano, um filho, advogado em Ponta Grossa, sofreu uma aquaplanagem, saindo da estrada, e que, apesar da gravidade do acidente, nada sofreu, mas deu perda total do carro (modelo popular), semi novo e que pertencia à minha esposa. Pois bem: tinha seguro total com uma das maiores Seguradoras do Brasil, que é dona também de um dos maiores Bancos privados, e a qual anunciou há pouco dias lucro bilionário nesse ramo de Seguros. Desde então, apesar do BO e de croquis da Polícia Rodoviária confirmando a gravidade do acidente e a perda material total, de a Seguradora logo reconhecer o fato e aceitar o valor para a indenização, com o que concordamos - vem usando de todos meios para postergar o pagamento. Usa de expedientes os mais abusivos para aumentar a “burocracia”, apesar de o agente segurador ser sério e procurar agilizar as coisas. É certo que um pouco da demora se deveu à regularização da documentação toda, incluindo a quitação total do bem- e, em suma, tudo isso não demorou mais de 15 dias.

                     Por último, agora, hoje mais precisamente, exigiu-se o envio por e-mail de recibo do valor, documento esse escaneado do original (reconhecido firma em Cartório), mas a funcionária ( de Ponta Grossa) negou-se a depositar o valor que já está em suas mãos, porque a Central só concordará quando estiver de posse dos originais...

                        Pergunto: já que nada mais falta, passaram-se mais de 02 meses, está tudo concordado, há necessidade de fazer com que assinemos sem receber??? Não serviria a cópia eletrônica do documento? Porque tanto engodo para coisas tão simples? Recorrer à Justiça, adiantaria??? Possivelmente, pelo número de advogados que firmas desse porte constumam ter, isso dificultaria mais ainda para o lado mais fraco, no caso, a minha família.

                         Será que algum dia, nem tanto a gente, mais velho, mas pelo menos os filhos e netos, poderão viver em um país em que valha a lei da seriedade, aquela do “se devo e posso pagar”, então pago, e não apenas a “lei da vantagem”???

                        Além de um desabafo, fica aqui uma demonstração daquilo que apregoei na página inicial: acredito em blog! É uma maneira de se botar a boca no mundo... Pode-se pensar: - Ah, mas, esse nem leitores tem! Não é problema, dá-se vazão à indignação e, pelo menos, pode-se mostrar a quem passar pelo blog, seja 01 ou 100 pessoas, que é um caminho, quem sabe, para ajudar na construção de um futuro melhor!!!