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Pitanga, Pr, Brazil
Educação Formal Universitária: 2 Cursos (em áreas distintas); 2 Especializações; 1 Mestrado.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cartilha da AMB - Eleições Limpas

                                                      Crônica 03 08 2012

                   Vamos hoje, tiradas basicamente da Cartilha da Campanha Eleições Limpas, da AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros, ver as respostas para perguntas comuns de muitos eleitores.
                   Os candidatos têm como saber em que candidato eu votei?
        A urna eletrônica é um meio seguro de votação. Nem mesmo os juízes ou técnicos da Justiça Eleitoral têm como saber em quem os eleitores votaram.
                  Não acredite se algum candidato ou cabo eleitoral lhe disser que tem como saber em quem você votou. Isso é apenas uma forma de intimidação. O direito ao sigilo do voto é uma importante conquista – garantida até pela Constituição – e permite que você exerça sua cidadania votando exclusivamente com base na sua consciência.
                           Alguém pode obrigar o eleitor a contar em quem votou?
        Não. Só conta se quiser. O voto é secreto. Ninguém é obrigado a revelar seu voto. Se alguém quiser obrigá-lo a revelar o seu voto ou disser que tem meios de saber em quem você votou, denuncie-o à Justiça Eleitoral.
                            Como denunciar
                Alguém pode obrigar um eleitor a votar em algum candidato?
              Não. Ninguém pode forçar uma pessoa a votar em um candidato. Também é proibido comprar e vender votos. Isso é ilegal e deve ser denunciado à Justiça Eleitoral. O voto é livre e secreto. É, ao mesmo tempo, um direito e um dever. Não pode ser objeto de pressão nem de comércio. Em nenhuma hipótese permita que um candidato retenha o seu título de eleitor. Casos de intimidação de trabalhadores ou de servidores públicos, com ameaças de demissão, devem ser denunciados. O candidato envolvido pode ser afastado da disputa e até submetido a um processo criminal.
                    Como denunciar caso isso aconteça?
                     Se o eleitor receber qualquer tipo de pressão (ameaça, chantagem, coação) ou se alguém lhe oferecer dinheiro, emprego, qualquer tipo de benefício em troca do voto, deve- se reunir provas contra quem tentou fazer isso. Gravações, fotografias, testemunhas, originais e cópias de papéis comprometedores, mensagens de e-mail, fotos, tudo isso pode ajudar a provar que determinado eleitor foi vítima de crime eleitoral. Deve-se procurar um juiz eleitoral e apresentar a denúncia. O Juiz tem como tomar providências para punir os responsáveis por qualquer irregularidade nas eleições.

                                Como Denunciar – Passo a Passo
                          1º Passo – Identificar um ato de corrupção
                  Compra de Votos:
               Oferta ou doação de qualquer coisa ao eleitor – como dinheiro, presentes, material de construção, emprego, serviços médicos ou de advogados – em troca de seu voto. A simples oferta já é motivo para que o candidato seja cassado.
        Uso eleitoral da Máquina Pública:
                        Utilização do dinheiro público para pagamento de despesas de campanha, ou de prédios, equipamentos, carros oficiais e outros bens públicos por candidatos.
                 Boca de urna:
                      Tentativa de influenciar o voto do eleitor no dia das eleições, com a distribuição de folhetos do candidato, entrega de brindes, uso de carros de som e realização de comícios.
                      2º Passo – Coletar Provas
           O simples testemunho do eleitor é muito importante para a Justiça Eleitoral determinar a cassação de um político. Mas se o eleitor puder juntar provas, como fotos, gravações, folhetos, telefonemas, emails, será mais fácil provar a culpa do candidato e tirá-lo do páreo.
                      3º Passo – Denunciar
                   A denúncia pode ser feita diretamente à Promotoria Eleitoral, à Polícia Federal, ao juiz eleitoral, ou a um Comitê 9840 (vejawww.lei9840.org.br).
                         Um ótimo fim de semana a todos e até 2ª feira...                       

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Falso Ufanismo

                                                       Crônica 02 08 2012
                                                O Falso Ufanismo

                         O bom da crônica é que ela tem poucos compromissos: já que ela é originária da matéria jornalística, um deles é pautar-se, dentro do possível, com a verdade;  um outro, ser “temporal”, quer dizer, relatar algo de um determinado tempo. Unida a crônica à agilidade do blog, de fácil produção, gratuito geralmente, ágil, simples e rápido em sua publicação, é o que faz muita gente, incluo-me aqui, “cometer” alguns escritos sem maiores objetivos. E isso, no mundo todo. É uma expressão do pensamento, livre e descompromissado, como aliás, exige o respeito à democracia. Acabei mudando o tema que tratarei à frente, por achá-lo importante no contexto daquilo que venho apresentando.
                      Ontem, logo após esta fala diária na Rádio Poema, a “Na Boca do Forno”, ir tratar de alguns assuntos particulares, voltando para casa, pois agora estou desfrutando da minha aposentadoria, resolvi dar uma olhadinha na TV, para ver como está indo o Brasil nas Olimpíadas.
                     Juro para vocês que, como todo mundo, estou torcendo para o Brasil em todas as modalidades em que ele está disputando: futebol masculino e feminino, vôlei, basquete, tiro ao alvo, cuspe à distância, se tivesse... afinal, quem não vibra ao ver seu país ganhando medalhas, não é mesmo???
                     Agora, confesso que não gosto, e já faz tempo, de ver gente como o Galvão Bueno narrando qualquer coisa. Não sei se algum dos ouvintes sentem a mesma coisa... Às vezes, dá a impressão que a gente está vendo um jogo, e o Galvão transmitindo outro. Não há erro e jogada ruim de jogador brasileiro: sempre o outro time teve sorte, é muito cavalo, o Juiz está contra nós, e assim por diante. Já o brasileiro, este é mais malandro, o melhor em todas as modalidades...
                     Só que, depois do advento da televisão, brigar contra uma imagem, seja de fotografia, de cinema, de TV, é um pouco de burrice- afinal, uma imagem, como dizem, vale por mil palavras.
                   Pois é. Voltando ao início. Ligando a TV, nem sei em qual canal, provavelmente na Record, que detem os direitos de transmissão das Olimpíadas desta vez, estava acontecendo uma luta de Judô, esporte em que o Brasil tradicionalmente é muito  bom e conquista muitas medalhas e o lutador brasileiro era esperança concreta de medalha.
                   Aconteceu que, ao ouvir a narração e confrontar com as imagens, ele ia lutar contra um lutador da Coreia do Sul, fiquei pensando se eu não estava em um outro canal e não o mesmo do narrador.
                    Depois de elogiar muito o lutador brasileiro, começou a descrever os dois: todo mundo via que o brasileiro era bem mais alto e aparentava ser bem mais forte que o coreano. Mas, quando o coreano levava a melhor, fazendo 11 pontos na frente e acabou ganhando a luta, o narrador descrevia que o coreano era muito mais forte, dava a entender que o brasileiro era fraquinho.
                    Ah!, daí não dá! Chama-se a isso “falso ufanismo”- contra todas as evidências às vezes, só os brasileiros são bons, os melhores, como diz o Galvão, “mais espertos”, quem vê, parece que o mundo todo se une contra o nosso país.
                     Esse ufanismo falso, em meu entendimento, acaba por ser péssimo para o Brasil e para qualquer país. O certo é a gente reconhecer a realidade em si e, a partir disso, do real, sem mentiras nem falso ufanismo, achar o caminho melhor.
                   Imagino que isso é o que, antigamente e até hoje, infelizmente, é quase um traço da cultura de muita gente, um fruto do “levar vantagem”.
                    Já prepara o terreno para, se não der certo, arranjar as desculpas de sempre. O que é verdadeiro, a verdade em si, sempre foi, é e será o melhor caminho. Passei para outro canal após, infelizmente, da derrota do nosso  lutador e o que vejo? A mesma coisa acontecendo em outro jogo brasileiro, dessa vez, o basquete feminino, e estavam as meninas do Brasil perdendo para a Austrália.
                   É até possível que muitos torcedores gostem que seja assim, pois, afinal, é o nosso país. Mas até dá para aceitar em se tratando de esporte, da paixão nacional pelos jogos e por nossas seleções.
                   Só que muita gente da política também age assim, com um falso ufanismo. Em quantos municípios não se vê essa ideia, reproduzem esse falso conceito, não é mesmo??? Eu mesmo já constatei em alguns deles.
                 Conseguiram realizar muito pouco, aquele município continua o mesmo, às vezes com alguns “embelezamentos de fachada”, geralmente com essas obras superfaturadas,  custaram muito dinheiro, e ainda ostentam o desplante de tentar o que a ditadura militar usava em seu tempo: “ aqueles que não estão gostando que se mudem”, “ aqui está tudo uma maravilha”, “só não vê quem não ama nosso lugar, nosso Estado, nosso município”, e coisas assim. Tristes tempos esses, não?? Brigam, vão contra a realidade, e eles é que estão certos??

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Funções e Atribuições dos Vereadores

                                             Crônica 01 Agosto de 2012

                   FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS VEREADORES

                Acho que existe um grande mal entendido de quais sejam as atribuições dos vereadores, inclusive pelos próprios candidatos à função. Vê- se, com frequência, candidatos pouco preparados, dizerem até em público, que , se eleitos, vão fazer estrada, equipar a Prefeitura com equipamentos, construir pontes...
                A palavra “vereador”, já na sua origem, define muito do que ele poderá fazer em sua atuação. Vereador vem do Grego Antigo e depois do Latim verea, que significa vereda, caminho. Portanto, ao contrário do que muitos imaginam, ele mais mostra e aponta o caminho do que “faz e acontece”- isso é papel do poder executivo, em todas as instâncias. Como a gente diz comumente: quem tem a caneta na mão, o poder de executar, quer dizer, de fazer, é o executivo.
                 Por isso, muitas vezes alguém se elege vereador e se frustra já no início, por constatar quão pouco, aparentemente, um edil pode fazer.
               Disse aparentemente, porque faltou um entendimento maior de seu importantíssimo papel para o funcionamento harmônico dos três Poderes: o executivo, o legislativo e o judiciário. Se vereadores forem sérios e honestos, dignificassem sua função, não haveria a menor chance de roubo e corrupção pelo Executivo, e o mesmo em âmbito maior, nas Assembléias Legislativas e na Câmara Federal e Senado.
              Quais são, portanto, estas atribuições? Pelo que determina a nossa lei maior, a Constituição, pode-se depreender que são 04:
1-    Função Legislativa:  consiste em elaborar as leis que são de competência do Município, discutir e votar os projetos que serão transformados em Leis buscando organizar a vida da comunidade.
2-    Função Fiscalizadora: O Vereador tem o poder e o dever de fiscalizar a administração, cuidar da aplicação dos recursos, a observância do orçamento. Também fiscaliza através do pedido de informações.
3-    Função de Assessoramento ao Executivo: Esta função é aplicada às atividades parlamentares de apoio e de discussão das políticas públicas a serem implantadas por programas governamentais, via plano plurianual, lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual(poder de emendar, participação da sociedade e a realização de audiências públicas).
4-    Função Julgadora: A Câmara tem a função de apreciação das contas públicas dos administradores e da apuração de infrações político-administrativas por parte do Prefeito e dos próprios Vereadores.
                     Como podem ver, o VEREADOR é a pessoa eleita pelo povo para vigiar, ou cuidar do bem e dos negócios do povo em relação à ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, elaborando as leis (normas) necessárias para esse objetivo, sem, contudo, ter nenhum poder de EXECUÇÃO ADMINISTRATIVA.
                    Portanto, não pode prometer, já que não tem poderes para cumprir ou realizar obras, resolver problemas da SAÚDE, da EDUCAÇÃO, do ESPORTE, da CULTURA, do LAZER, do ASFALTO, do MEIO AMBIENTE, do TRÂNSITO, dos LOTEAMENTOS e CASAS POPULARES, etc. Poderão, todavia, somente auxiliar a Administração nesses objetivos, por meio de Indicações ou Requerimentos, mesmo porque, tanto o PREFEITO como o VEREADOR só podem fazer aquilo que a LEI DETERMINA, MANDA, AUTORIZA.
                                 Perguntas e Respostas:
               Quem manda mais na cidade, o Prefeito, o Vereador ou o Juiz?
              Nenhum manda mais do que o outro. Pela Constituição Federal, no artigo 2.º, diz que: “São Poderes da união, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”.
               O LEGISLATIVO, que vota e fiscaliza a aplicação das leis, o EXECUTIVO, que executa as leis e o orçamento votados pelos Vereadores, e o JUDICIÁRIO, que serve para resolver qualquer litígio, disputa.
              Existe ainda o Ministério Público que, através de suas Promotorias, constituem os defensores da sociedade.  Qualquer irregularidade pode ser denunciada ao Promotor de Justiça, que analisará o caso e, conforme for o seu entendimento, poderá ajuizar a devida ação na defesa dos interesses coletivos que, posteriormente, será decidida pelo Poder Judiciário.
                  Só os Vereadores propõem as leis?
                Não, tanto os Vereadores como o Prefeito podem apresentar Projetos de Lei que são encaminhados à Câmara de Vereadores para serem votados. Uma vez aprovados pelos Vereadores e sancionados pelo Prefeito, transformam-se em Lei. 
                Um Projeto de Lei pode ter iniciativa popular, sendo proposto por um número mínimo de 5% dos eleitores do Município. 
                     Os Vereadores não podem apresentar Projetos que originem despesas em geral, criação de cargos públicos e outros cuja matéria verse sobre patrimônio. Tais projetos devem ter a iniciativa do Poder Executivo e votados pelos Vereadores.
                 O que é mesmo esta tal de Lei Orgânica?
                 As regras legais do País e do Estado estão escritas e agrupadas em suas Constituições. Nos Municípios a “Constituição Municipal” é a chamada Lei Orgânica.
               Esta Lei disciplina os assuntos de economia interna do Município, observadas as peculiaridades locais, bem como sua competência comum, estabelecendo as regras do processo legislativo e regulamentando as matérias orçamentárias.
             Portanto, as atribuições dos vereadores são limitadas, entretanto, se forem bem exercidas, quer dizer, com coerência, honestidade, rigor, de fundamental importância para a democracia plena. Não há Prefeito corrupto sem a anuência, o “fechar dos olhos” dos vereadores. Pois, afinal, para os vereadores, a prefeitura municipal, em qualquer setor de sua administração, é obrigada a prestar informações corretas. Geralmente o inverso também é verdadeiro: se os vereadores, em grande parte, são corruptos, o Prefeito também é- afinal, os vereadores mexem muito pouco com dinheiro...
                   Tendo em vista esta fundamentação é que, provavelmente, desde sempre, pelo que lembro, os vereadores podem ser eleitos e reeleitos, quantas vezes o povo os eleja. Não é a mesma história da reeleição em cargos do Executivo: aí o buraco é mais fundo e, já que hoje existe essa possibilidade, o eleitor tem que pensar, refletir, analisar em dobro, pois as somas de recursos que ficam nas mãos dos Prefeitos é muito grande, mesmo nos municípios mais pobres do país, como se vê nos noticiários.
                    Se conseguirem cooptar os fiscalizadores, isto é, os vereadores, fica muito grande a tentação para a corrupção. Imaginem, portanto, a importância do voto, tanto para a eleição dos Prefeitos Municipais, quanto dos Vereadores.
                                   Um bom dia a todos e, até a hora do almoço, este assunto estará também publicado no Blog “euacreditoemblogs”.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Vereadores, têm importância???

                                                       Crônica 31 07 2012

                  É inconteste a importância que o MUNICÍPIO tem na organização democrática moderna. Por um bom tempo, principalmente na Europa, o município foi chamado de COMUNA  , nos países de língua inglesa, de COUNTY.
                    O traço decisivo dele pretende ser sua autonomia, quer dizer, sua independência em relação aos seus pares maiores, os estados e a união, ou o país, se bem que não há na história, relatos de uma total independência nesse sentido, expressando-se a mesma, essa autonomia, na eletividade do legislativo e do executivo, como na atribuição de recursos próprios para a realização das funções que a ele, o município, concernem. Para isso, além dos recursos advindos da União, os principais, e também dos Estados, podem e devem ter competência para arrecadação de tributos próprios e sua aplicação. Nos países democráticos, estas atribuições variam muito.
          Em nosso país, é constante a reclamação das Associações de Municípios quanto aos valores dessa arrecadação. O fato é que, se é nos municípios que as pessoas vivem e coabitam, ali é que deveriam ter arrecadados e aplicados, até por uma questão de fiscalização na prática, a soma maior do dinheiro.
                    No geral, a grande maioria dos municípios brasileiros, principalmente aqueles do Nordeste, eles dependem de recursos da União e um pouco dos Estados para sobreviverem. Isso tem formado um típico caso de “coronelismo” brasileiro, ensejando aos governos centrais a possibilidade, tal qual acontecia num passado não muito remoto, de deterem total comando sobre eles. Na verdade, poucos são os municípios brasileiros que não vivem de “pires” nas mãos, pedindo ajuda aos estados e, principalmente, ao Governo Central.
         Não é outra a origem das tais “bases aliadas” de apoio ao governo, baseadas principalmente no fisiologismo e neste novo coronelismo, mais do que nas reais necessidades de cada município. A exceção mais gritante é o Município de São Paulo. Costuma-se dizer, e é verídico, que o maior PIB (arrecadação) do Brasil é do Governo brasileiro, o segundo maior é do Estado de São Paulo, e o terceiro maior é o da cidade (município) de São Paulo, tal é a pujança de  suas arrecadações.
                    Pela Constituição brasileira, quem pode criar, ou até, dissolver municípios, são os Estados. Para tanto, exige-se um certo ritual, algumas normas a serem cumpridas. Aqui em Pitanga mesmo, viu-se, de 40 anos para cá, a criação de vários, desmembrados do Município maior, que era Pitanga, que, por muito tempo, foi o 2º maior do Paraná em extensão territorial, incluindo, em tempos anteriores, até os atuais Campo Mourão, Ivaiporã, Palmital, Mato Rico, Santa Maria do Oeste, Boaventura de São Roque, Nova Tebas, Manoel Ribas, e outros.
                     A história dos Municípios, na Civilização Ocidental, remonta menos à Era Grega do que ao Período Romano, portanto, há mais de 2.000 anos.
          Na chamada LEX JULIA, período áureo da consolidação do grande império, dos famosos “césares”, Júlio César e outros, cada cidade do império romano constituía uma pequena “república”, possuía vida própria, subordinada, no entanto, em maior ou menor grau, conforme o período analisado, ao governo central, ao Império. Convenciona-se que SILA,  nos grande legislador que viveu nos anos 80 A.C., foi quem instituiu o municipalismo para o mundo.
                    Aquela organização municipal assentava-se em 06 bases:
               1)    Assembléia dos cidadãos, que elegia os Magistrados e votava os Estatutos (leis maiores dos municípios);
               2)    Um Conselho de 100 membros, exercendo um controle sobre as ações da Assembléia, com funções parecidas às do Senado Romano, na sede, Roma, e que, portanto, serial os VEREADORES de hoje (etimologia sinônimo EDIL, funcionário que observava e fiscalizava as funções públicas de uma determinada região);
               3)    04 Magistrados, que administravam a justiça;
              4)    Os DUUMVIRI (dois homens, varões) magistrados supremos de cada comunidade ou município, que atendiam aos recursos interpostos pelos cidadãos;
               5)    Dois questores, que administravam os “fundos”, ou recursos;
               6)    Dois colégios de advinhos, denominados de “pontífices”( chefe religioso, que “fazia a ponte” entre os deuses e os humanos) e “augures” (os áugures advinhavam geralmente pelo vôo das aves).
               Amanhã continuaremos. Por hoje, peço desculpas aos ouvintes e aos seguidores de meu Blog, o “euacreditoemblogs”, pelo assunto meio maçante para muitos, coisas da história. É que sou daqueles que ainda acham que o conhecimento, a informação, a cultura, enfim, não fazem mal a ninguém. O que faz mal para as pessoas e comunidades é o crime, a corrupção, o descaso.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Comentários à Cartilha da Campanha Eleições Limpas

                                                     Crônica 30 07 2012
                 Vamos continuar tratando da Campanha Eleições Limpas, idealizada  pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), em parceria com o TSE, e que disponibilizam uma Cartilha, aqui já mencionada, muito bem organizada e de livre acesso a quem queira maiores informações.
                  Por certo o Meritíssimo Juiz Eleitoral desta Comarca e das outras da Região, dentro das possibilidades de tempo de cada um, farão a parte mais relevante da divulgação, por serem os comandantes deste processo eleitoral e os garantidores de uma eleição limpa. Acho que, de nossa parte, cabe abordar alguns aspectos que achamos os mais práticos para os cidadãos eleitores e eleitoras.
                         Como posso participar mais efetivamente da promoção de eleições limpas?
                         Você já deve ter ouvido falar dos Comitês 9840. Eles são redes de organizações da sociedade civil e de cidadãos que realizam atividades de educação da população para o exercício ético do voto e para a fiscalização popular das eleições. Esses comitês não possuem vínculos partidários e são de fácil criação, pois não exigem registro de estatutos ou outras formalidades. O nome “Comitê 9840” é uma homenagem ao número da lei de iniciativa popular aprovada em 1999 depois da apresentação de um projeto assinado por mais de um milhão de cidadãos. Esses comitês fazem parte do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, do qual fazem parte 36 organizações de caráter nacional, dentre as quais a AMB.
                  Saiba como criar ou participar de um Comitê 9840 no site www.lei9840.org.br
                   Vale a pena votar nulo?
                     O voto nulo (ou em branco) pode representar um protesto do eleitor, mas é um protesto perigoso. Anular o voto significa abdicar do direito de escolher e permitir que outro faça a escolha.
                  Como devo escolher o meu candidato?
        Fique atento às propostas apresentadas na campanha e ao comportamento do candidato. Os bons políticos são líderes autênticos e têm capacidade de reunir pessoas em torno de idéias, não de interesses pessoais. Por isso existea propaganda política. Serve para você conhecer os candidatos e suas idéias.
Quem deve dizer ao eleitor em quem votar?
  Ninguém. Somente a consciência livre pode indicar em quem votar. Não se influencie nem se sinta pressionado, seja por líder religioso, político ou comunitário, patrões, parentes, grupo ou instituição. Cada um tem o direito de decidir como exercer sua cidadania. As sugestões e promoções de candidatos podem ser muitas e insistentes, mas a decisão final é do eleitor.
 Qual o preço da venda de um voto?
          Vender o voto é o mesmo que vender a consciência, e vender a consciência é vender a si mesmo. O direito de votar não tem preço. Um voto mal dado reflete na sociedade como um todo, e na vida da própria pessoa.
                      São votos assim que levam pessoas corruptas e malpreparadas para cargos públicos. Depois não adianta reclamar da corrupção dos políticos como se o eleitor não fosse responsável por isto também.
          Por que há candidatos dispostos a comprar votos?
  Pense bem: ninguém estaria disposto a distribuir bens ou vantagens aos eleitores se não estivesse pensando em ser eleito para praticar atos ilegais em proveito pessoal.
           O que fazer com os presentes ou favores dos candidatos?
      Recusá-los e denunciar o autor da oferta. O assistencialismo desmobiliza e atrapalha a organização popular. Portanto, o que os políticos dão como um presente “generoso” ou o serviço que oferecem podem ser uma forma de subornar a consciência do eleitor. Além disso, as obras que os governantes fazem com o dinheiro público são uma obrigação e não um favor a ser retribuído com o voto. O eleitor deve julgar se a administração foi boa ou má, haja muitas ou poucas obras aparentes. E o voto é uma formade expressar esse julgamento.
Graças à Lei 9840, hoje é possível tirar da disputa candidatos que apenas fizeram uma oferta a um só eleitor, mesmo que ela não tenha sido aceita. Isso foi afirmado pelo TSE num julgamento histórico que ficou conhecido como o “caso caixa d’água”.
                Resposta de Ulisses Guimarães a um questionamento sobre isso, ao ser perguntado, certa vez, sobre uma recente cassação pela Câmara Federal de um Deputado provado traficante de entorpecentes, disse, em sua peculiar resposta: - Minha filha, tem que ver que a Câmara cassou o mandato, portanto, cumpriu a sua obrigação... Resta ver se ele tornou-se traficante durante o seu curto mandato, ou já era e o povo, talvez pelo voto comprado elegeu-o assim mesmo...
                                 O que é o programa de governo dos candidatos?
       Um programa de governo é um projeto do que o candidato pretende executar durante seu mandato, caso seja eleito. Ele deve responder às necessidades da sociedade. Procure conhecer o programa do seu candidato antes de definir o seu voto.
             Na próxima, abordarei algumas explicações sobre o papel dos Vereadores- tão importantes para a democracia, tão vilipendiados e desprezados nos dias de hoje.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A ótima Cartilha da AMB

Crônica 25 07 2012
          Resolvi trazer para o ouvinte da Rádio Poema e para os seguidores do Blog “euacreditoemblogs.blogspot.com”, talvez até como serviço de utilidade pública, tal a importância do assunto, trechos desta cartilha, elaborada pela AMB, em parceria com o TSE, como parte da Campanha Eleições Limpas. Encontrei a cartilha disponibilizada no site do TER (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná – link abaixo -, além de em outros órgãos da mídia. Certamente será muito útil para os esclarecimentos que pretendemos, está muito bem elaborada.
         A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade que reúne mais de 13 mil juízes, preocupada com o fortalecimento da nossa democracia, está lançando a segunda fase da Campanha Eleições Limpas, iniciada em 2006.
         Agora, em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Campanha tem o objetivo de estreitar os laços entre a Justiça Eleitoral e a sociedade, estimulando um comportamento ético e fiscalizador do cidadão ao votar.
         O combate eficaz à corrupção eleitoral, sob todas as suas formas, não é tarefa que se possa levar adiante sem a colaboração da sociedade. Com esse propósito, a AMB, com o apoio do TSE, elaborou esta cartilha com as principais informações que o eleitor precisa saber para assumir uma postura ativa, denunciando as irregularidades eleitorais às autoridades competentes.
        O fortalecimento da democracia somente será alcançado através do voto livre e consciente.
              Este é o direito, esta é a obrigação de cada um de nós!

                                                     Airton Mozart Valadares Pires
                                                          Presidente da AMB
                           Cartilha do Eleitor • AMB-Associação dos Magistrados
             Para ajudar os eleitores a exercerem seu direito de voto livre e consciente, a Associação dos Magistrados Brasileiros, em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral, elaborou essa cartilha.
              Ela tem por objetivo conscientizar os eleitores da importância do voto e do seu papel na fiscalização do pleito para que seja cada vez mais um processo limpo e transparente, sem coação ou qualquer tipo de constrangimento.
              Queremos também aproximar os juízes eleitorais de suas comunidades, para ampliar o debate e a reflexão sobre o papel de todos no processo eleitoral.
              Por isto, o ponto alto da Campanha Eleições Limpas se dará no dia 26 de agosto, quando AMB e TSE promoverão pela primeira vez o Dia Nacional das Audiências Públicas em todo o país. Prepare-se para participar. Reúna informações, dúvidas, denúncias.
             As audiências serão o espaço onde a Justiça Eleitoral ouvirá a sociedade.

          Como será realizada a Campanha Eleições Limpas?
            A AMB e o TSE estão estimulando os juízes eleitorais a se aproximarem ainda mais das suas comunidades. Eles serão convidados a promover palestras, visitar escolas e a realizar audiências públicas nas quais falarão sobre os limites das campanhas eleitorais e ouvirão as dúvidas da comunidade.
          Qual a importância dessas audiências públicas?
Elas serão uma oportunidade para a comunidade dialogar, tirar suas dúvidas e até apresentar denúncias diretamente ao juiz eleitoral. Nelas não será permitido qualquer tipo de propaganda partidária. Elas são um espaço livre criado para garantir o contato direto do juiz eleitoral com os eleitores.
          Qual o papel dos juízes eleitorais?
          O juiz eleitoral é quem garante a seriedade dos processos eleitorais. É dele, por exemplo, a atribuição de afastar da disputa candidatos descobertos na prática da compra de votos e do desvio de bens ou serviços públicos para fins eleitorais. O juiz eleitoral é seu maior parceiro na garantia de eleições limpas.

                                 Eleitor consciente
             O que é ser um eleitor consciente?
            O eleitor consciente é aquele que analisa as propostas e conhece a história dos candidatos e partidos. Participa de organizações sociais ou comunitárias. Costuma participar das reuniões políticas, acompanha os debates, apresenta propostas e sabe que, apesar dos problemas, a política é um instrumento de ação da sociedade. Os eleitores conscientes sabem que a política e os políticos, por vezes, não fazem por merecer o seu voto, mas sabem também que ser cidadão implica participar ativamente, repensando atitudes e, se necessário, alternando pessoas e partidos no poder.

                 O que significa votar com liberdade e consciência?
               Votar é um meio de participar, influir e assumir responsabilidade na vida política do país. Não basta votar por votar. É preciso votar com liberdade e consciência. Deve-se votar sabendo em quem se está votando e seguro de que o candidato é realmente o melhor para o progresso da cidade e o bemestar da população.
               Para saber sobre isso, deve procurar informar- se. Antes mesmo das eleições, rádios, televisões, jornais, revistas, sites da Internet, folhetos, tudo isso traz informações sobre as eleições e os candidatos. Convém ficar atento, ler e ouvir as informações, discutir o assunto com amigos e conhecidos, comparar os discursos dos candidatos, pensar no que eles dizem e no que dizem deles. A imprensa, por exemplo, traz muita informação sobre os políticos.

                    É importante conhecer o passado do candidato?
              Procure saber o máximo possível a respeito dos candidatos. Deve-se usar a memória também! É importante lembrar como eles agiram quando estavam no poder. Foram competentes? Foram honestos? As eleições não são um jogo em que só vale vencer. As comunidades conhecem os seus integrantes melhor do ninguém.
           Não adianta nada votar num candidato porque ele parece forte na campanha se você não é capaz de confiar verdadeiramente em suas intenções. É melhor dar o voto a quem a consciência indique ser o melhor candidato, mesmo que as chances dele de vitória pareçam limitadas.

                       Continuaremos na segunda-feira (30/07/12), até lá e um bom final de semana a todos!